sexta-feira, 30 de novembro de 2001
Prá mim Jackie Miller são várias pessoas, até porque se não for e for um homem, fica meio estranho ficar me chamando de "gato" e "filet mignon"... ui ui!
Prá quem ainda não viu o River Plate (de D'Alessandro e Ortega), o San Lorenzo (de Romagnoli e Romeo) e o Boca Juniors (de Román Riquelme) jogarem, o campeonato argentino é transmitido em território brasileiro pela PSN. Vale a pena conferir.
Quarta-feira sentei na TV para ver Corinthians X San Lonrenzo (Argentina), pelas semifinais da Copa Mercosul. Muito mais para torcer contra o Luxemburgo do que para ver futebol, eu assumo... Quero que esse cara queime no inferno de terno e gratava, inclusive! Mas além da alegria de vê-lo tomar um piau histórico, time a sorte e a honra de ver o camisa 10 do San Lorenzo, Romagnoli, dando um show à parte em campo... Taí mais um craque argentino! O cara joga muito... dá gosto de ver. Só é uma pena que ele nasceu em território inimigo e faz parte de uma safra de excelentes jogadores que a Argentina possui hoje em dia. São tantos craques que esses portenhos filhas da puta se dão ao luxo de deixar Riquelme (Boca Juniors), Saviola (Barcelona), D'Alessandro (River Plate) e o próprio Romagnoli, de fora da seleção... Não há como negar: nossos vizinhos estão anos luz à frente de qualquer outra seleção de futebol do mundo!
quinta-feira, 29 de novembro de 2001
O disco novo do Rob Zombie chegou chutando bundas para todos os lados!!! É MUUUUITO FODA!!!!! Destaque prá faixa 7, "Feel So Numb"... Menos eletrônico e mais quebradeira.... BOM PRÁ CARALHO!
Confira algumas fotos da "Quarta-feira Gigante", em Mavericks, que consagrou de vez Carlos Burle e Eraldo Gueiros como uns dos maiores surfistas de ondas grandes do mundo!
Tudo bem... pode me sacanear: eu gosto de Alejandro Sanz! E prá piorar ainda mais, acho essa última música dele, "El alma al aire", muito foda! É impressionante como eu tenho a manha de gostar de cada porcaria...
quarta-feira, 28 de novembro de 2001
Esse mês começo a escrever meu primeiro livro.
Ele vai ser também o primeiro projeto editorial do MITOB, pois pretendemos fazer uma série sobre as grandes personalidades botafoguenses. Pois esse primeiro vai ser sobre o célebre Neném Prancha, uma das figuras mais folclóricas da história do Botafogo e do futebol brasileiro. Técnico de futebol de praia e ex-roupeiro do Fogão nos anos 40 e 50, Neném Prancha é considerado o maior filósofo da bola. Suas frases atravessam o tempo e até hoje são citadas com freqüência por técnicos, dirigentes, jogadores e jornalistas. Foi ele, por exemplo, que disse que "pênalti é tão importante que deveria ser cobrado pelo presidente do clube". Confira algumas de suas geniais frases:
• "Se macumba ganhasse jogo, o Campeonato Baiano terminava empatado."
• "O goleiro deve dormir com a bola. Se for casado, dorme com as duas."
• "Futebol é muito simples: quem tem a bola ataca; quem não tem defende."
• "Jogador brasileiro não vai ter problema na Bolívia, não. Tudo já morou em favela e não pode se queixar de altitude."
• "Futebol moderno é que nem pelada. Todo mundo corre e ninguém sabe pra onde."
Além de ser uma honra ajudar a contar a história de um dos maiores clubes do mundo, vou escrevê-lo em "quatro mãos" com o maior historiador da história do Botafogo, o benemérito Braz Pepe, autor da obra prima "Botafogo, O Glorioso - Uma História em Preto e Branco". Meu avo ficaria orgulhoso...
Ele vai ser também o primeiro projeto editorial do MITOB, pois pretendemos fazer uma série sobre as grandes personalidades botafoguenses. Pois esse primeiro vai ser sobre o célebre Neném Prancha, uma das figuras mais folclóricas da história do Botafogo e do futebol brasileiro. Técnico de futebol de praia e ex-roupeiro do Fogão nos anos 40 e 50, Neném Prancha é considerado o maior filósofo da bola. Suas frases atravessam o tempo e até hoje são citadas com freqüência por técnicos, dirigentes, jogadores e jornalistas. Foi ele, por exemplo, que disse que "pênalti é tão importante que deveria ser cobrado pelo presidente do clube". Confira algumas de suas geniais frases:
• "Se macumba ganhasse jogo, o Campeonato Baiano terminava empatado."
• "O goleiro deve dormir com a bola. Se for casado, dorme com as duas."
• "Futebol é muito simples: quem tem a bola ataca; quem não tem defende."
• "Jogador brasileiro não vai ter problema na Bolívia, não. Tudo já morou em favela e não pode se queixar de altitude."
• "Futebol moderno é que nem pelada. Todo mundo corre e ninguém sabe pra onde."
Além de ser uma honra ajudar a contar a história de um dos maiores clubes do mundo, vou escrevê-lo em "quatro mãos" com o maior historiador da história do Botafogo, o benemérito Braz Pepe, autor da obra prima "Botafogo, O Glorioso - Uma História em Preto e Branco". Meu avo ficaria orgulhoso...
É impressionante como o Cocadaboa é um ântrio de sabedoria... Com "Por seu cheiro", eles aparecem, prá variar, com mais um texto genial!!! Manson, se você inveja minha foto das cervejas, eu invejo esses textos, cara... Que belas palavras!
Vocês não tem noção da alegria que foi ver Carlos Burle na capa do Globo de hoje.
Esse pernambucano maluco aprontou outra, prá variar. Depois de ser campeão mundial de ondas grandes, pegar o tudo mais longo de Pipeline, brincar de Tow in na ressaca carioca e ser apontado por muitos um dos melhores e mais atirados surfistas de ondas grandes do planeta, Burle surfou uma onda de 100 pés (cerca de 30 metro de altura)!!! E não foi no Hawaii não, onde a água é quentinha... foi no pico mais assassino do planeta, Mavericks, na California, onde a água é quase congelante e o fundo é formado por cavernas de rocha, que inclusive já mataram lendas do surf como Mark Foo.
A façanha rolou no último dia 21, no maior sweel da hitória de Mavericks. E olha que a notícia vem sendo dada pelos próprios gringos, que prá estarem assumindo que um brasileiro surfou aquela que pode ser a maior onda de todos os tempos, a parada tinha que ser muito casca grossa. Segundo Grant Washburn, um dos mais tradicionais surfistas de Mavericks, "Carlos Burle com certeza pegou a maior onda. Parece ser a maior onda surfada esse ano e a maior da história do esporte. Ele dropou-a muito, mas muito antes da arrebentação, cerca de 400 metros prá fora. Acho que pelas fotos vamos ver que foi a maior onda já surfada em todos os tempos!" afirma.
Confira a história completa.
Esse pernambucano maluco aprontou outra, prá variar. Depois de ser campeão mundial de ondas grandes, pegar o tudo mais longo de Pipeline, brincar de Tow in na ressaca carioca e ser apontado por muitos um dos melhores e mais atirados surfistas de ondas grandes do planeta, Burle surfou uma onda de 100 pés (cerca de 30 metro de altura)!!! E não foi no Hawaii não, onde a água é quentinha... foi no pico mais assassino do planeta, Mavericks, na California, onde a água é quase congelante e o fundo é formado por cavernas de rocha, que inclusive já mataram lendas do surf como Mark Foo.
A façanha rolou no último dia 21, no maior sweel da hitória de Mavericks. E olha que a notícia vem sendo dada pelos próprios gringos, que prá estarem assumindo que um brasileiro surfou aquela que pode ser a maior onda de todos os tempos, a parada tinha que ser muito casca grossa. Segundo Grant Washburn, um dos mais tradicionais surfistas de Mavericks, "Carlos Burle com certeza pegou a maior onda. Parece ser a maior onda surfada esse ano e a maior da história do esporte. Ele dropou-a muito, mas muito antes da arrebentação, cerca de 400 metros prá fora. Acho que pelas fotos vamos ver que foi a maior onda já surfada em todos os tempos!" afirma.
Confira a história completa.
O assunto da vez é a demissão da Soninha da TV Cultura.
Falar sobre drogas é sempre cair em polêmica, na maioria das vezes, por pura desinformação. Todo mundo acha que sabe tudo, quando na verdade até os que pesquisadores que mais entendem do assunto ainda sabem muito pouco.
Poucas pessoas conhecem, por exemplo, o trabalho do meu primo e deputado federal Elias Murad (PSDB – MG), que luta freneticamente, não contra as drogas, mas pelo ser humano. São tantas leis contra o tabagismo e o tráfico que lhe renderam várias ameaças de morte. Sua última vitória é seu projeto de lei que, apesar de ter sido apresentado pela primeira vez à Câmara em 1991, só foi aprovado agora, com as bênçãos dos partidos governistas e da oposição. O projeto do Dr. Elias Murad, dentre outras coisas, acaba com a prisão para usuários de drogas no Brasil. A nova lei prevê apenas a suspensão de direitos civis e a prestação de serviços comunitários para os usuários de drogas, que hoje podem ser condenados a penas de seis meses a dois anos de detenção se forem presos em flagrante. O uso de drogas passa agora a ser tratado como um problema de saúde, não de polícia.
A discussão é grande em torno dessa, que pode ser a mais significativa mudança de costumes no Brasil desde a aprovação da Lei do Divórcio, em 1977. O próprio deputado assume temer o aumento do consumo. “Não havendo mais risco da prisão, o consumo pode crescer. As autoridade precisarão combater com mais rigor os traficantes”, diz o médico Elias Murad.
Na verdade até especialistas como ele assumem que é muito difícil relacionar diretamente lei e consumo efetivo de drogas. Como exemplo serve os EUA, país onde a safra de maconha é superior à de soja em valor, onde é consumida 40% da cocaína do planeta e possui 500 000 usuários de heroína (o maior consumo de drogas do mundo) mesmo tendo uma legislação que condena traficantes à perpétua e até onde ser pego com remédios para emagrecer sem a receita médica pode render uma multa de 10 000 dólares. “Uma das poucas coisas que se sabe sobre tóxicos é que nenhuma lei conseguiu bani-los”, diz o francês Michel Schiray, um dos maiores estudiosos do tráfico no mundo.
Essas e outras coisas que nos mostram a amplitude do problema e o quanto sabemos pouco. Projetos de leis como esse do deputado Elias Murad devem ser discutidos e estudados para que possamos formar uma opinião própria sobre o assunto. Não há dúvida de que a droga dá prazer, mas ela faz mal. Por isso, não podemos ficar reféns de princípios morais que ainda não foram testados pela prática.
Penso como a seguinte frase de Luiz Antônio de Souza, da CNBB, na Campanha da Fraternidade 2001: ''Temos de promover a dignidade humana e evitar ao máximo a exclusão social e os dependentes químicos estão incluídos nisso''.
Falar sobre drogas é sempre cair em polêmica, na maioria das vezes, por pura desinformação. Todo mundo acha que sabe tudo, quando na verdade até os que pesquisadores que mais entendem do assunto ainda sabem muito pouco.
Poucas pessoas conhecem, por exemplo, o trabalho do meu primo e deputado federal Elias Murad (PSDB – MG), que luta freneticamente, não contra as drogas, mas pelo ser humano. São tantas leis contra o tabagismo e o tráfico que lhe renderam várias ameaças de morte. Sua última vitória é seu projeto de lei que, apesar de ter sido apresentado pela primeira vez à Câmara em 1991, só foi aprovado agora, com as bênçãos dos partidos governistas e da oposição. O projeto do Dr. Elias Murad, dentre outras coisas, acaba com a prisão para usuários de drogas no Brasil. A nova lei prevê apenas a suspensão de direitos civis e a prestação de serviços comunitários para os usuários de drogas, que hoje podem ser condenados a penas de seis meses a dois anos de detenção se forem presos em flagrante. O uso de drogas passa agora a ser tratado como um problema de saúde, não de polícia.
A discussão é grande em torno dessa, que pode ser a mais significativa mudança de costumes no Brasil desde a aprovação da Lei do Divórcio, em 1977. O próprio deputado assume temer o aumento do consumo. “Não havendo mais risco da prisão, o consumo pode crescer. As autoridade precisarão combater com mais rigor os traficantes”, diz o médico Elias Murad.
Na verdade até especialistas como ele assumem que é muito difícil relacionar diretamente lei e consumo efetivo de drogas. Como exemplo serve os EUA, país onde a safra de maconha é superior à de soja em valor, onde é consumida 40% da cocaína do planeta e possui 500 000 usuários de heroína (o maior consumo de drogas do mundo) mesmo tendo uma legislação que condena traficantes à perpétua e até onde ser pego com remédios para emagrecer sem a receita médica pode render uma multa de 10 000 dólares. “Uma das poucas coisas que se sabe sobre tóxicos é que nenhuma lei conseguiu bani-los”, diz o francês Michel Schiray, um dos maiores estudiosos do tráfico no mundo.
Essas e outras coisas que nos mostram a amplitude do problema e o quanto sabemos pouco. Projetos de leis como esse do deputado Elias Murad devem ser discutidos e estudados para que possamos formar uma opinião própria sobre o assunto. Não há dúvida de que a droga dá prazer, mas ela faz mal. Por isso, não podemos ficar reféns de princípios morais que ainda não foram testados pela prática.
Penso como a seguinte frase de Luiz Antônio de Souza, da CNBB, na Campanha da Fraternidade 2001: ''Temos de promover a dignidade humana e evitar ao máximo a exclusão social e os dependentes químicos estão incluídos nisso''.
terça-feira, 27 de novembro de 2001
Depois pergunta porque a gente fala tanto do perigo real e eminente de mulheres ao volante...
PATRICINHA ENGATA A PRIMEIRA EM VEZ DA MARCHA RÉ E DESPENCA DO 3º ANDAR DA GARAGEM DE PRÉDIO DE LUXO EM BALNEÁRIO CAMBORIÚ
Um minuto de descuido de uma motorista foi o suficiente para que um baita BMW rompesse os vidros blindados de um edifício e virasse sucata na orla de Balneário. Depois de uma noitada - segundo chegados regada a muito uísque – a gatinha Bianca Bobato, de 20 anos, acompanhada da amiga Janaina Raiman, 21, fez voar da garagem do suntuoso edifício Beach Tower, por volta das seis da manhã, a sua caranga. O BMW despencou do terceiro andar de garagem do prédio, situado na avenida Atlântica, e se espatifou na rua 1401 – onde fica a saída para carros do edifício.
A cagada aconteceu porque Bianca manobrava a caranga para estacionar e, crente de que tinha dado a marcha ré, enfiou o pé no acelerador. Só que ela estava em primeira marcha e o carro voou para frente. A pancada acertou em cheio a parede de vidros da garagem e, de tão forte, chegou a levantar duas barras de ferro que sustentavam a estrutura envidraçada. O carro caiu em cima de um tonel de ‘disk-entulhos’ e, por sorte, as duas ocupantes só sofreram arranhões. O carro, completamente destruído, foi parar no pátio da CIRETRAN. (fonte: Diário do Litoral - SC)
PATRICINHA ENGATA A PRIMEIRA EM VEZ DA MARCHA RÉ E DESPENCA DO 3º ANDAR DA GARAGEM DE PRÉDIO DE LUXO EM BALNEÁRIO CAMBORIÚ
Um minuto de descuido de uma motorista foi o suficiente para que um baita BMW rompesse os vidros blindados de um edifício e virasse sucata na orla de Balneário. Depois de uma noitada - segundo chegados regada a muito uísque – a gatinha Bianca Bobato, de 20 anos, acompanhada da amiga Janaina Raiman, 21, fez voar da garagem do suntuoso edifício Beach Tower, por volta das seis da manhã, a sua caranga. O BMW despencou do terceiro andar de garagem do prédio, situado na avenida Atlântica, e se espatifou na rua 1401 – onde fica a saída para carros do edifício.
A cagada aconteceu porque Bianca manobrava a caranga para estacionar e, crente de que tinha dado a marcha ré, enfiou o pé no acelerador. Só que ela estava em primeira marcha e o carro voou para frente. A pancada acertou em cheio a parede de vidros da garagem e, de tão forte, chegou a levantar duas barras de ferro que sustentavam a estrutura envidraçada. O carro caiu em cima de um tonel de ‘disk-entulhos’ e, por sorte, as duas ocupantes só sofreram arranhões. O carro, completamente destruído, foi parar no pátio da CIRETRAN. (fonte: Diário do Litoral - SC)
quinta-feira, 22 de novembro de 2001
Eu penso em sexo o dia todo! E não adianta fazer cara de assustado ou me reprimir, pois você provavelmente é como eu. Praticamente todas nossas atitudes ou decisões, se não são tomadas visando o coito em si, o são feitas sempre pensando no sexo oposto (ou no mesmo sexo, vá lá! Têm gosto prá tudo). Sexo é bom demais e é vital para qualquer ser humano. Eu só não curto muito a maneira com que ele é tratado nos dias de hoje.
Prá expressar melhor o meu pensamento, faço minhas as palavras de Arnaldo Jabor, que em sua coluna dessa semana, mostrou ter a mesma opinião do que eu. E como a retórica dele é infinitamente superior à minha, seguem abaixo algumas de suas palavras.
O sexo já foi um comício e hoje é um mercado
Arnaldo Jabor
Eu só penso em sexo. Você também, recatado leitor. Todos os nossos sentimentos estão sendo canalizados para um mesmo buraco. Nunca vi a mídia tão sexualizada como hoje em dia. Ando pela rua e todos os outdoors são de mulher nua — outro dia, quase bati o carro na Marginal Pinheiros, por causa da lourinha nua da “Playboy”. Todas as capas de revista, tudo, é uma grande feira de mulher gostosa e homens raspadinhos. Tudo parece liberdade, mas a coisa é outra.
Esse programa do SBT, por exemplo, “Casa dos artistas”, joga com uma aparente liberdade, mas trabalha com um voyeurismo baixo nível, com o público apenas querendo ver “quem come quem”. O desejo do público é ver pelo “buraco da fechadura” a pretensa “descontração” dos “artistas”, pois para a população de pobres trabalhadores, artista ainda é sinônimo de prostituta ou malandro, como para Silvio Santos, como no século XIX. Por que não mostram a casa das elites? Ou a casa do próprio Silvio? Não. Ali, não. Ali moram as famílias, a base social da revista “Caras”, longe dos “sem-vergonhas” de sunga. Nunca vi tanta propaganda na mídia do sexo de consumo, a azaração e o sexo quantitativo te levando a comprar um sabonete ou a beber uma cerveja. A propaganda nos promete uma suruba transcendental. Todos queremos ir. Mas onde é?
Diante desta orgia pública dos milhares de corpos malhados de moças pobres e esperançosas, nos sentimos mal comidos, insatisfeitos, certos de que há uma casta de artistas de TV e playboys que se dão melhor que nós. Todos somos otários diante deste harém movente de apresentadoras, modelos, malandros e heróis sem camisa.
Antigamente, ou seja, nos anos 60 (oh... os recentes anos remotos) o sexo era uma novidade política, depois dos caretíssimos anos 50, quando até a gravidez era uma espécie de doença venérea, como disse o Rubem Braga. O sexo tinha algo de crime, algo de secreto, o pecado perfumava nossas vidas com o estímulo da culpa. Não havia motéis, nem pílula que, depois, fizeram mais pela liberdade sexual que mil livros feministas... Nos anos 60 todas as sacanagens foram testadas, mas chegou-se ao outro lado com uma vaga insatisfação. O que faltava? Faltava o pecado.
Com a re-caretização do mundo nos anos 70 (o mundo gira com movimentos de vai-e-vem, como uma cópula) a liberdade aparente conquistada andou para trás. Os sonhos viraram produto. Criou-se um mercado da liberdade. Todas as conquistas dos anos 60 viraram fetiches de consumo: revolta, igualdade, utopias, até o desespero e a angústia passaram a vender roupas e costumes. Sem o pecado ficamos insuportavelmente livres.
A partir dessa época até hoje, sob a aparência de grandes euforias narcisistas, de gestos e risos de prazer, há uma volta à caretice; no mundo de bundas e coxas lipoaspiradas, seios siliconados, bofes comedores, existe um regressismo oculto. O sexo, que prometia ser a democratização do corpo para todos (ohh utopias...) voltou a ter uma clara configuração “de classe”. A anatomia virou uma das poucas portas de fuga da classe baixa. Com a democratização e a sociedade de massas, o sonho pequeno burguês de um orgasmo utópico foi apropriado pelos excluídos como uma saída para a miséria. Nuas, todas as mulheres são iguais; a democracia da bunda. Lembram-se da menina mendiga que tentaram transformar em modelo ou da moça do MST que foi para a “Playboy”? A bunda é a esperança de milhões de Cinderelas...
A mídia e a propaganda compraram a liberdade, que não é mais “uma calça velha desbotada”, mas é a superação do pudor, da intimidade. Se alguma mulher ficar famosa, tem de tirar a roupa. O strip-tease é a anti-burka, mas, no fundo, meio igual. A pessoa não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele. De dentro dos maiores “aviões” de bumbum exposto, de seios balouçantes, de coxas frementes e atemorizantes, sai uma vozinha romântica, desejando amor e filhos, pureza e lar. O corpo e a pessoa são duas coisas diferentes; a menina mostra sua bunda como se fosse uma irmã siamesa. Tanta oferta sexual me angustia, me dá a certeza de que meu desejo é programado por outros, por indústrias masturbatórias, me provocando tesão para me vender satisfação. ...
Prá expressar melhor o meu pensamento, faço minhas as palavras de Arnaldo Jabor, que em sua coluna dessa semana, mostrou ter a mesma opinião do que eu. E como a retórica dele é infinitamente superior à minha, seguem abaixo algumas de suas palavras.
O sexo já foi um comício e hoje é um mercado
Arnaldo Jabor
Eu só penso em sexo. Você também, recatado leitor. Todos os nossos sentimentos estão sendo canalizados para um mesmo buraco. Nunca vi a mídia tão sexualizada como hoje em dia. Ando pela rua e todos os outdoors são de mulher nua — outro dia, quase bati o carro na Marginal Pinheiros, por causa da lourinha nua da “Playboy”. Todas as capas de revista, tudo, é uma grande feira de mulher gostosa e homens raspadinhos. Tudo parece liberdade, mas a coisa é outra.
Esse programa do SBT, por exemplo, “Casa dos artistas”, joga com uma aparente liberdade, mas trabalha com um voyeurismo baixo nível, com o público apenas querendo ver “quem come quem”. O desejo do público é ver pelo “buraco da fechadura” a pretensa “descontração” dos “artistas”, pois para a população de pobres trabalhadores, artista ainda é sinônimo de prostituta ou malandro, como para Silvio Santos, como no século XIX. Por que não mostram a casa das elites? Ou a casa do próprio Silvio? Não. Ali, não. Ali moram as famílias, a base social da revista “Caras”, longe dos “sem-vergonhas” de sunga. Nunca vi tanta propaganda na mídia do sexo de consumo, a azaração e o sexo quantitativo te levando a comprar um sabonete ou a beber uma cerveja. A propaganda nos promete uma suruba transcendental. Todos queremos ir. Mas onde é?
Diante desta orgia pública dos milhares de corpos malhados de moças pobres e esperançosas, nos sentimos mal comidos, insatisfeitos, certos de que há uma casta de artistas de TV e playboys que se dão melhor que nós. Todos somos otários diante deste harém movente de apresentadoras, modelos, malandros e heróis sem camisa.
Antigamente, ou seja, nos anos 60 (oh... os recentes anos remotos) o sexo era uma novidade política, depois dos caretíssimos anos 50, quando até a gravidez era uma espécie de doença venérea, como disse o Rubem Braga. O sexo tinha algo de crime, algo de secreto, o pecado perfumava nossas vidas com o estímulo da culpa. Não havia motéis, nem pílula que, depois, fizeram mais pela liberdade sexual que mil livros feministas... Nos anos 60 todas as sacanagens foram testadas, mas chegou-se ao outro lado com uma vaga insatisfação. O que faltava? Faltava o pecado.
Com a re-caretização do mundo nos anos 70 (o mundo gira com movimentos de vai-e-vem, como uma cópula) a liberdade aparente conquistada andou para trás. Os sonhos viraram produto. Criou-se um mercado da liberdade. Todas as conquistas dos anos 60 viraram fetiches de consumo: revolta, igualdade, utopias, até o desespero e a angústia passaram a vender roupas e costumes. Sem o pecado ficamos insuportavelmente livres.
A partir dessa época até hoje, sob a aparência de grandes euforias narcisistas, de gestos e risos de prazer, há uma volta à caretice; no mundo de bundas e coxas lipoaspiradas, seios siliconados, bofes comedores, existe um regressismo oculto. O sexo, que prometia ser a democratização do corpo para todos (ohh utopias...) voltou a ter uma clara configuração “de classe”. A anatomia virou uma das poucas portas de fuga da classe baixa. Com a democratização e a sociedade de massas, o sonho pequeno burguês de um orgasmo utópico foi apropriado pelos excluídos como uma saída para a miséria. Nuas, todas as mulheres são iguais; a democracia da bunda. Lembram-se da menina mendiga que tentaram transformar em modelo ou da moça do MST que foi para a “Playboy”? A bunda é a esperança de milhões de Cinderelas...
A mídia e a propaganda compraram a liberdade, que não é mais “uma calça velha desbotada”, mas é a superação do pudor, da intimidade. Se alguma mulher ficar famosa, tem de tirar a roupa. O strip-tease é a anti-burka, mas, no fundo, meio igual. A pessoa não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele. De dentro dos maiores “aviões” de bumbum exposto, de seios balouçantes, de coxas frementes e atemorizantes, sai uma vozinha romântica, desejando amor e filhos, pureza e lar. O corpo e a pessoa são duas coisas diferentes; a menina mostra sua bunda como se fosse uma irmã siamesa. Tanta oferta sexual me angustia, me dá a certeza de que meu desejo é programado por outros, por indústrias masturbatórias, me provocando tesão para me vender satisfação. ...
Acabo de ter a honra de ler essa entrevista surreal do "inadjetivável" Carlinhos Brown... É impressionante como o Brasil tem conseguido produzir tanta gente "inadjetivável" nos últimos tempos. É tanta gente que nem dá prá lembrar de todos aqui. Carlinhos Brown, Wanessa Camargo, Simony, Otávio Mesquita, Nana Gouveia, Daniel... Mermão, me diz o que é o Daniel???!!! Ah... tem o Netinho "Negritude".... Fora o "inadjetivável" maior: o senhor Caetano Veloso.... Puts grila!!!
Sinceramente, não sei como deve ser viver hoje sem tv a cabo!
Na entrevista, esse insuportável cantor/percussionista/produtor/pensador/intelectual baiano (que devia ser processado por aportuguesar o nome de um dos personagens mais bacanas das histórias em quadrinhos), se auto intitula "um laboratório" e diz que "vai edificar uma nova postura da MPB"... (então tá né?!) Praticamente chama o Brasil de país de merda e fala que "só fica aqui por ter um trabalho social".
Pelo menos em uma parte da entrevista, ele nos deixa esperançosos de um futuro melhor: "Posso a qualquer momento entrar para o hall dos artistas que trabalham somente no exterior!” AÊÊÊÊÊÊÊ!!!!! Por que ainda não foi???
Sinceramente, não sei como deve ser viver hoje sem tv a cabo!
Na entrevista, esse insuportável cantor/percussionista/produtor/pensador/intelectual baiano (que devia ser processado por aportuguesar o nome de um dos personagens mais bacanas das histórias em quadrinhos), se auto intitula "um laboratório" e diz que "vai edificar uma nova postura da MPB"... (então tá né?!) Praticamente chama o Brasil de país de merda e fala que "só fica aqui por ter um trabalho social".
Pelo menos em uma parte da entrevista, ele nos deixa esperançosos de um futuro melhor: "Posso a qualquer momento entrar para o hall dos artistas que trabalham somente no exterior!” AÊÊÊÊÊÊÊ!!!!! Por que ainda não foi???
Minha vida tá uma bagunça animal por causa desse maldito/bendito feriado de uma semana!!! Ele tinha que ser no final do semestre??? Tô com milhares de trabalhos pra entregar na faculdade, além de 2 livros que eu tenho que ler prá semana que vem (nem comecei), além de 3 provas casca-grossa. Prá piorar ainda mais a bagaça, meu computador entrou em greve e resolveu não ligar mais. Pane geral! Agora, junta tudo isso com a idéia de que eu estou aqui sentado na frente dessa porra de computador, fazendo esse monte de coisas, enquanto não tem uma núvem no céu, faz um calor infernal e a praia do Leblon está a 2 quarteirões daqui cheia de gatinhas com seus corpos morenos cobertos apenas por minúsculos de biquinis... PelamordeDeus!!!
quarta-feira, 21 de novembro de 2001
Pois é, galera... como eu esperava não deu prá escrever nada por aqui na última semana. Vida de estudante em feriadão é assim mesmo. Ainda mais quando dois feriados acabam se juntando (o de 15, nacional, e o do dia 20, que é municipal, aqui no Rio). Do feriado só um palavra: QUEBRADÊRA!!! Foi muita gandaia... aos poucos eu conto as paradas.
quarta-feira, 14 de novembro de 2001
terça-feira, 13 de novembro de 2001
Estréia nesse feriado um filme que promete: "MATER DEI" (Brasil, 2001), dirigido pelo paulista Vinicius Mainardi.
O filme conta a história de dois irmãos, o cineasta Vinicius (Gabriel Braga Nunes) e o jornalista Diogo (Dan Filip), que estão dispostos a tudo para viabilizar seu projeto cinematográfico. Ou seja, eles não têm dinheiro e topam qualquer parada prá conseguir fazer seu filme, desde emitir notas frias, envolver-se em corrupção, chantagear e até vender informações sobre o paradeiro de uma mulher (Carolina Ferraz) cujo filho recém-nascido será sacrificado para pôr fim a uma guerra sanguinolenta entre um grande empreiteiro e um juiz ladrão. O filme é de ficção, mas poderia não ser.
Os nomes dos protagonistas são os mesmos dos irmãos Mainardi: o diretor Diogo e o roteirista e jornalista da Veja Diogo Mainardi, que diferente dos personagens de seu filme, usaram uma maneira diferente de levantar dinheiro para seu projeto: eles se recusaram a obter recursos dos mecanismos de renúncia fiscal previstos em leis, por julgar que não cabe ao contribuinte o ônus de bancar filmes.
(Pausa para os aplausos!)
Os R$ 600 mil gastos em "Mater Dei" saíram de seus próprios bolsos e dos de seus sócios. Um deles, o empresário João Paulo Diniz, que dizem andar entusiasmado com a idéia de financiar produções cinematográficas. Para diminuir os custos, filmaram em minivídeo digital, mais barato que a película. Por esses motivos, Mater Dei é um modelo possível para um cinema sem subsídios governamentais.
"Mater Dei" mostra que esquema é esquema, não importa a identidade do corrupto ou o volume de rendimentos aferido com a tramóia. Do cineasta que superfatura um cenário ao juiz que enriquece numa negociata e ao deputado que esquarteja os inimigos com serra elétrica, todos estão igualmente a serviço do atraso e da selvageria.
Com certeza, só pela proposta, é um filme imperdível!
O filme conta a história de dois irmãos, o cineasta Vinicius (Gabriel Braga Nunes) e o jornalista Diogo (Dan Filip), que estão dispostos a tudo para viabilizar seu projeto cinematográfico. Ou seja, eles não têm dinheiro e topam qualquer parada prá conseguir fazer seu filme, desde emitir notas frias, envolver-se em corrupção, chantagear e até vender informações sobre o paradeiro de uma mulher (Carolina Ferraz) cujo filho recém-nascido será sacrificado para pôr fim a uma guerra sanguinolenta entre um grande empreiteiro e um juiz ladrão. O filme é de ficção, mas poderia não ser.
Os nomes dos protagonistas são os mesmos dos irmãos Mainardi: o diretor Diogo e o roteirista e jornalista da Veja Diogo Mainardi, que diferente dos personagens de seu filme, usaram uma maneira diferente de levantar dinheiro para seu projeto: eles se recusaram a obter recursos dos mecanismos de renúncia fiscal previstos em leis, por julgar que não cabe ao contribuinte o ônus de bancar filmes.
(Pausa para os aplausos!)
Os R$ 600 mil gastos em "Mater Dei" saíram de seus próprios bolsos e dos de seus sócios. Um deles, o empresário João Paulo Diniz, que dizem andar entusiasmado com a idéia de financiar produções cinematográficas. Para diminuir os custos, filmaram em minivídeo digital, mais barato que a película. Por esses motivos, Mater Dei é um modelo possível para um cinema sem subsídios governamentais.
"Mater Dei" mostra que esquema é esquema, não importa a identidade do corrupto ou o volume de rendimentos aferido com a tramóia. Do cineasta que superfatura um cenário ao juiz que enriquece numa negociata e ao deputado que esquarteja os inimigos com serra elétrica, todos estão igualmente a serviço do atraso e da selvageria.
Com certeza, só pela proposta, é um filme imperdível!
Arranjei outra confusão, só que agora no Blogueiros! Um cara vem na mó cara dura dizer que o "Ivanisevic não é um jogador de expressão". Então ter o saque mais potente do mundo e chegar a 3 finais de Wimbledon (ganhando uma delas), não é nada??!! Pô... dá um tempo.
Quanto à outra confusão, está mais divertida do que nunca. Eu e o Rodrigo tâmo quebrando o pau com o fã fundamentalista do "iê iê iê"... o cara é muito fanático! Vem com aquelas frases feitas tipo "Beatles inflenciou 9 entre 10 músicos", "o rock'n roll revolucionado pelos Beatles", "Os Beatles tinham a missão de serem descomplicados", etc e tal... PURA FALÁCIA!!!
A melhor resposta ficou por conta do Rodrigo: "Bituos eh uma bandinha pop qualquer. Teve apoio da midia e ponto.... Bitous é o Backstreet Boys que tomou acido." Assino embaixo!
MORTE ÀS RODINHAS DE VIOLÃO!!!
MORTE AOS FÃS FUNDAMENTALISTAS!!!
MORTE À NOVA MPB!!!
MORTE À CAETANO VELOSO!!!
Quanto à outra confusão, está mais divertida do que nunca. Eu e o Rodrigo tâmo quebrando o pau com o fã fundamentalista do "iê iê iê"... o cara é muito fanático! Vem com aquelas frases feitas tipo "Beatles inflenciou 9 entre 10 músicos", "o rock'n roll revolucionado pelos Beatles", "Os Beatles tinham a missão de serem descomplicados", etc e tal... PURA FALÁCIA!!!
A melhor resposta ficou por conta do Rodrigo: "Bituos eh uma bandinha pop qualquer. Teve apoio da midia e ponto.... Bitous é o Backstreet Boys que tomou acido." Assino embaixo!
MORTE ÀS RODINHAS DE VIOLÃO!!!
MORTE AOS FÃS FUNDAMENTALISTAS!!!
MORTE À NOVA MPB!!!
MORTE À CAETANO VELOSO!!!
Guga perdeu, mas voltou a jogar bem!
Não sei o que estava acontecendo, mas ainda não tinha visto o Guga que conheço jogar nesse segundo semestre. Perdia bizonhamente logo na primeira rodada para adversários fracos, jogando um tênis medíocre e aquém do seu reconhecido talento. Seu jogo havia sumido!
Mas hoje foi diferente e retomou minhas esperanças para mais um final de ano vitorioso, como o do ano passado.
Que Guga vai voltar a jogar bem, eu não tenho a menor dúvida. Fase ruim todo atleta tem e passa. Mas sinceramente não acreditava nessa melhora para a Copa do Mundo.... Mas para minha surpresa, Guga melhorou! A sua genialidade, que havia desaparecido, deu o ar da graça na partida de agora a pouco contra Ivanisevic. Tá certo que foram apenas lampejos, mas pelo menos ele nos lembrou que quem estava alí na quadra era mesmo aquele tri-campeão de Roland Garros, número 1 do mundo, melhor campanha do ano, fenômeno do fundo quadra. Coisa que não acontecia desde agosto, no US Open, quando perdeu jogando mal para Kafelnikov nas quartas de final. Foi muito mal em Salvador, Lyon, Stuttgart, Basel, e Paris. Mas hoje não, hoje Guga conseguiu mostrar o seu jogo em determinados momentos da partida.
Como eu havia dito ontem, Ivanisevic é um jogador perigosíssimo em quadras rápidas, por causa de seu potente saque. Num dia inspirado, seu jogo irrita qualquer adversário. Há games em que você nem pega na bola. Quer um exemplo? Terceiro set, Guga perdendo de 2 a 1, com uma quebra contra e Ivanisevic no saque. De cara meteu dois aces sem chance prá Guga. Depois uma dupla falta e mais dois aces fechando o game sem que a bola encostasse sequer uma vez na raquete do brasileiro. Assim não dá prá pegar ritmo de jogo mesmo. Irrita qualquer um.
E Ivanisevic sacou muito bem hoje. No primeiro set chegou a alcançar a marca de 85% de aproveitamento do primeiro serviço. Sua confiança era tamanha que ele detonou três aces de 2º serviço. Era ace atrás de ace e quando Guga conseguia uma rebatida, o croata logo subia à rede abafando qualquer reação do brasileiro. Guga foi se abatendo e perdeu feio o primeiro set, 6 a 2.
Até aí achei que ia ser como o pesadelo vivido nos últimos 5 torneios, mas no 1º game do segundo set Guga calou minha boca, jogando tudo que sabe. E foi assim até o tie break, com o brasileiro vencendo fácil por 7 a 2. A cara de Guga havia mudado. O semblante abatido tinha sumido, dando lugar ao sorriso e olhar confiante. Ivanisevic pelo contrário. Expressão facial preocupada, como que se estivesse vislumbrando mais um final trágico na sua irregular carreira.
Começava o terceiro set e Guga sacando e fechando com facilidade. Saque de Ivanisevic: Iguais! A barulhenta torcida brasileira ia ao delírio. Visivelmente nervoso, o croata erra o primeiro saque. No segundo, devolução mágica de Guga na linha. Vantagem para o brasileiro e explosão em fúria do adversário, reclamando com o juiz a bola fora. Não tinha erro: era o prenúncio da vitória! Mas não foi. Nesse game Ivanisevic salvou 6 break points de maneira mágica, conseguindo enfim confirmar o serviço e, surpreendentemente, quebrar o saque de Guga no game seguinte. Ducha de água fria! Com uma quebra a seu favor, o croata administrou a vantagem e fechou o 3º set e a partida por 2 sets a 1.
Tá certo que foi uma derrota, mas não como as últimas. Nessa, Guga mostrou seu talento em diversas bolas e se não fosse o dia inspirado de Ivanisevic, teria ganho. Agora é levantar a cabeça que nada está perdido, pelo contrário. O brasileiro mostrou hoje que seu jogo ainda está ali e, como sabemos, tênis ele tem de sobra para superar Ferreiro e Kafelnikov e seguir com força total para as semifinais.
Não sei o que estava acontecendo, mas ainda não tinha visto o Guga que conheço jogar nesse segundo semestre. Perdia bizonhamente logo na primeira rodada para adversários fracos, jogando um tênis medíocre e aquém do seu reconhecido talento. Seu jogo havia sumido!
Mas hoje foi diferente e retomou minhas esperanças para mais um final de ano vitorioso, como o do ano passado.
Que Guga vai voltar a jogar bem, eu não tenho a menor dúvida. Fase ruim todo atleta tem e passa. Mas sinceramente não acreditava nessa melhora para a Copa do Mundo.... Mas para minha surpresa, Guga melhorou! A sua genialidade, que havia desaparecido, deu o ar da graça na partida de agora a pouco contra Ivanisevic. Tá certo que foram apenas lampejos, mas pelo menos ele nos lembrou que quem estava alí na quadra era mesmo aquele tri-campeão de Roland Garros, número 1 do mundo, melhor campanha do ano, fenômeno do fundo quadra. Coisa que não acontecia desde agosto, no US Open, quando perdeu jogando mal para Kafelnikov nas quartas de final. Foi muito mal em Salvador, Lyon, Stuttgart, Basel, e Paris. Mas hoje não, hoje Guga conseguiu mostrar o seu jogo em determinados momentos da partida.
Como eu havia dito ontem, Ivanisevic é um jogador perigosíssimo em quadras rápidas, por causa de seu potente saque. Num dia inspirado, seu jogo irrita qualquer adversário. Há games em que você nem pega na bola. Quer um exemplo? Terceiro set, Guga perdendo de 2 a 1, com uma quebra contra e Ivanisevic no saque. De cara meteu dois aces sem chance prá Guga. Depois uma dupla falta e mais dois aces fechando o game sem que a bola encostasse sequer uma vez na raquete do brasileiro. Assim não dá prá pegar ritmo de jogo mesmo. Irrita qualquer um.
E Ivanisevic sacou muito bem hoje. No primeiro set chegou a alcançar a marca de 85% de aproveitamento do primeiro serviço. Sua confiança era tamanha que ele detonou três aces de 2º serviço. Era ace atrás de ace e quando Guga conseguia uma rebatida, o croata logo subia à rede abafando qualquer reação do brasileiro. Guga foi se abatendo e perdeu feio o primeiro set, 6 a 2.
Até aí achei que ia ser como o pesadelo vivido nos últimos 5 torneios, mas no 1º game do segundo set Guga calou minha boca, jogando tudo que sabe. E foi assim até o tie break, com o brasileiro vencendo fácil por 7 a 2. A cara de Guga havia mudado. O semblante abatido tinha sumido, dando lugar ao sorriso e olhar confiante. Ivanisevic pelo contrário. Expressão facial preocupada, como que se estivesse vislumbrando mais um final trágico na sua irregular carreira.
Começava o terceiro set e Guga sacando e fechando com facilidade. Saque de Ivanisevic: Iguais! A barulhenta torcida brasileira ia ao delírio. Visivelmente nervoso, o croata erra o primeiro saque. No segundo, devolução mágica de Guga na linha. Vantagem para o brasileiro e explosão em fúria do adversário, reclamando com o juiz a bola fora. Não tinha erro: era o prenúncio da vitória! Mas não foi. Nesse game Ivanisevic salvou 6 break points de maneira mágica, conseguindo enfim confirmar o serviço e, surpreendentemente, quebrar o saque de Guga no game seguinte. Ducha de água fria! Com uma quebra a seu favor, o croata administrou a vantagem e fechou o 3º set e a partida por 2 sets a 1.
Tá certo que foi uma derrota, mas não como as últimas. Nessa, Guga mostrou seu talento em diversas bolas e se não fosse o dia inspirado de Ivanisevic, teria ganho. Agora é levantar a cabeça que nada está perdido, pelo contrário. O brasileiro mostrou hoje que seu jogo ainda está ali e, como sabemos, tênis ele tem de sobra para superar Ferreiro e Kafelnikov e seguir com força total para as semifinais.
E o brother Manson, rei da calúnia e difamação e seleto membro da NATA, tbm ficou encantado com o Mussumgrapher... realmente é uma invenção fantástica. Como o Sílvio Santos não pensou nisso antes!?
Caraca... aprontei uma quizumba maneira falando mal de Beatles, no Tiny Dancer. Tô me divertindo muito vendo essa galera levar para o lado pessoal meus comentários... Fãs tão fundamentalistas à banda quanto os Talibãs ao Corão. Pior do que esses fãs de "iê iê iê" da roça Liverpool, só fã de Raulzito e Legião Urbana...
segunda-feira, 12 de novembro de 2001
Começou hoje o Masters Cup - Copa do Mundo de Tênis, em Sydney, Austrália. Agassi e Hewitt ganharam suas estréias, contra Patrick Rafter e Sebastien Grosjean, respectivamente. Guga estréia amanhã contra o croata Goran Ivanisevic, por volta de 7h30m (de Brasília).
O Masters Cup, que é realizado em quadras rápidas, é um torneio anual que reúne os 8 melhores tenistas da temporada. Ele tem um sistema de disputa diferente dos demais torneios, que são sempre eliminatórios. Na primeira fase do Masters, todos os integrantes de cada grupo - batizados em homenagem aos ex-tenistas Ken Rosewall e John Newcombe - se enfrentam. Assim, os dois primeiros colocados de cada grupo passam para a semifinais, de onde sairão os dois finalistas. O campeão pode faturar até US$ 1 milhão e 520 mil.
Prá vc que não é fissurado (a) por tênis e não acompanha o seu dia a dia, fiz tbm um pequeno resumo dos 8 participantes do torneio. Assim você não fica tão perdido (a) na frente da Tv nas próximas manhãs.
THE KEN ROSEWALL GROUP
Gustavo Kuerten (Brasil) - 1º do ranking
Destro, 1,91m, 25 anos. Guga venceu seis torneios em 2001, seu melhor ano como profissional. Atual campeão da Copa do Mundo, tenta o bi esse ano para terminar o ano como o nº 1.
Juan Carlos Ferreiro (Espanha) - 4º do ranking
Destro, 1,83m e 21 anos. Maior promessa da nova geração de tenistas espanhóis, Ferreiro ainda não conseguiu mostrar a regularidade esperada pelos críticos. Alterna bons e maus momentos, se abatendo com muita facilidade durante jogos difíceis. Como Guga, tem no saibro seu piso predileto.
Yevgeny Kafelnikov (Russia) - 5º do ranking
Destro, 1,91m e 27 anos. Atual campeão olímpico e tradicional adversário de Guga, Kafelnikov vem tendo tendo um ano muito regular. Foi o tenista que mais torneios jogou em 2001, tendo 62 vitórias e 26 derrotas. Já venceu dois Grand Slams: Roland Garros (1996) e Austrália (1999).
Goran Ivanisevic (Croácia) - 13º do ranking
Canhoto, 1,93m e 30 anos. Dono do saque mais potente do circuito, o croata chegou à Copa do Mundo por ter ganho Wimbledon. Jogou poucos torneios, todos sem muito êxito, mas seu saque forte o torna um adversário duríssimo em quadras rápidas. Esse ano foram apenas 46 jogos (27 vitórias e 19 derrotas).
THE JOHN NEWCOMBE GROUP
Lleyton Hewitt (Austrália) - 2º do ranking
Destro, 1,85m e 20 anos. De temperamento forte, o jovem autraliano é apontado por muitos como o mais telentoso tenista da nova geração. Famoso tbm por suas atitudes e declarações pouco exemplares, Hewitt sempre está metido em alguma polêmica. Tendo um ano fantástico, o menino prodígio da Austrália venceu o US OPEN, derrotando Pete Sampras. Foi ele tbm o responsável pela desclassificação do Brasil na Copa Davis desse ano, quando derrotou Guga no saibro, em Floripa. Na minha opinião tem o jogo mais bonito do circuito.
Andre Agassi (EUA) - 3º do ranking
Destro, 1,80m e 31 anos. Dispensa apresentações. É um dos maiores jogadores de todos os tempos, senão no melhor! Esse ano venceu 4 torneios, sendo o Australian Open um deles. Já venceu o Australian Open três vezes (1995,2000 e 2001), duas vezes o US Open (99 e 94), uma vez Roland Garros (99) e Wimbledon (92), além da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996). Uma curiosidade: seu primeiro título foi no ATP de Itaparica, em 1987. Com 9 anos eu assisti essa partida ao vivo pela falecida TV Manchete. Meu ídolo em toda a história do tênis.
Patrick Rafter (Austrália) - 6º do ranking
Destro, 1,85m e 29 anos. Bi-campeão do US Open (97, 98), Rafter tem um dos melhores jogos de saque e voleio do circuito, estilo de jogo ideal para a quadra rápida da Copa do Mundo e maior terror de Guga. Com fama de bom moço e bonitão, é o jogador mais assediado pelas fans no circuito. Desmotivado, pode estar se despedindo das quadras no final do ano.
Sebastien Grosjean (França) - 7º do ranking
Destro - 1,75m - 23 anos. Último a conquistar a vaga para a Copa do Mundo, o francês vem embalado pela conquista do Masters Series de Paris, segundo título de sua carreira. Deixou de fora o alemão Tommy Haas, que vinha jogando um bolão nos últimos meses.
O Masters Cup, que é realizado em quadras rápidas, é um torneio anual que reúne os 8 melhores tenistas da temporada. Ele tem um sistema de disputa diferente dos demais torneios, que são sempre eliminatórios. Na primeira fase do Masters, todos os integrantes de cada grupo - batizados em homenagem aos ex-tenistas Ken Rosewall e John Newcombe - se enfrentam. Assim, os dois primeiros colocados de cada grupo passam para a semifinais, de onde sairão os dois finalistas. O campeão pode faturar até US$ 1 milhão e 520 mil.
Prá vc que não é fissurado (a) por tênis e não acompanha o seu dia a dia, fiz tbm um pequeno resumo dos 8 participantes do torneio. Assim você não fica tão perdido (a) na frente da Tv nas próximas manhãs.
THE KEN ROSEWALL GROUP
Destro, 1,91m, 25 anos. Guga venceu seis torneios em 2001, seu melhor ano como profissional. Atual campeão da Copa do Mundo, tenta o bi esse ano para terminar o ano como o nº 1.
Destro, 1,83m e 21 anos. Maior promessa da nova geração de tenistas espanhóis, Ferreiro ainda não conseguiu mostrar a regularidade esperada pelos críticos. Alterna bons e maus momentos, se abatendo com muita facilidade durante jogos difíceis. Como Guga, tem no saibro seu piso predileto.
Destro, 1,91m e 27 anos. Atual campeão olímpico e tradicional adversário de Guga, Kafelnikov vem tendo tendo um ano muito regular. Foi o tenista que mais torneios jogou em 2001, tendo 62 vitórias e 26 derrotas. Já venceu dois Grand Slams: Roland Garros (1996) e Austrália (1999).
Canhoto, 1,93m e 30 anos. Dono do saque mais potente do circuito, o croata chegou à Copa do Mundo por ter ganho Wimbledon. Jogou poucos torneios, todos sem muito êxito, mas seu saque forte o torna um adversário duríssimo em quadras rápidas. Esse ano foram apenas 46 jogos (27 vitórias e 19 derrotas).
THE JOHN NEWCOMBE GROUP
Destro, 1,85m e 20 anos. De temperamento forte, o jovem autraliano é apontado por muitos como o mais telentoso tenista da nova geração. Famoso tbm por suas atitudes e declarações pouco exemplares, Hewitt sempre está metido em alguma polêmica. Tendo um ano fantástico, o menino prodígio da Austrália venceu o US OPEN, derrotando Pete Sampras. Foi ele tbm o responsável pela desclassificação do Brasil na Copa Davis desse ano, quando derrotou Guga no saibro, em Floripa. Na minha opinião tem o jogo mais bonito do circuito.
Destro, 1,80m e 31 anos. Dispensa apresentações. É um dos maiores jogadores de todos os tempos, senão no melhor! Esse ano venceu 4 torneios, sendo o Australian Open um deles. Já venceu o Australian Open três vezes (1995,2000 e 2001), duas vezes o US Open (99 e 94), uma vez Roland Garros (99) e Wimbledon (92), além da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996). Uma curiosidade: seu primeiro título foi no ATP de Itaparica, em 1987. Com 9 anos eu assisti essa partida ao vivo pela falecida TV Manchete. Meu ídolo em toda a história do tênis.
Destro, 1,85m e 29 anos. Bi-campeão do US Open (97, 98), Rafter tem um dos melhores jogos de saque e voleio do circuito, estilo de jogo ideal para a quadra rápida da Copa do Mundo e maior terror de Guga. Com fama de bom moço e bonitão, é o jogador mais assediado pelas fans no circuito. Desmotivado, pode estar se despedindo das quadras no final do ano.
Destro - 1,75m - 23 anos. Último a conquistar a vaga para a Copa do Mundo, o francês vem embalado pela conquista do Masters Series de Paris, segundo título de sua carreira. Deixou de fora o alemão Tommy Haas, que vinha jogando um bolão nos últimos meses.
Conheci hoje um desses testes de personalidade muito bacana: "Who's Your Inner Rock Star?". O teste liga a sua personalidade à de alguns astros da música mundial e dá o que mais se aproxima de você.
O meu deu Eminem, resultado de apenas 4% das pessoas que fizeram o teste até hoje. A princípio eu fiquei meio bolado, mas olhando a explicação, fez bastante sentido. Sou uma pessoa bem humorada e bricalhona, mas tbm sou meio estourado e brigão. As vezes sou mal compreendido e tido como polêmico e uma pessoa não muito fácil de se lidar, pelo meu temperamento franco e sincero. Aceito qualquer desafio sem medo de correr riscos e quando eu quero alguma coisa eu sou incansável. Esse lado da personalidade do Eminem eu aceito que tenho.
Faça o teste você tbm e depois me conta o resultado.
O meu deu Eminem, resultado de apenas 4% das pessoas que fizeram o teste até hoje. A princípio eu fiquei meio bolado, mas olhando a explicação, fez bastante sentido. Sou uma pessoa bem humorada e bricalhona, mas tbm sou meio estourado e brigão. As vezes sou mal compreendido e tido como polêmico e uma pessoa não muito fácil de se lidar, pelo meu temperamento franco e sincero. Aceito qualquer desafio sem medo de correr riscos e quando eu quero alguma coisa eu sou incansável. Esse lado da personalidade do Eminem eu aceito que tenho.
Faça o teste você tbm e depois me conta o resultado.
POR QUE EU ODEIO OS BEATLES
Foi em 1970 que John Lennon disse: “O sonho acabou.” De nada adiantou. Ele continua aí a assombrar-nos, cadáver insepulto.
Os Beatles até fizeram umas musiquinhas legais. Gosto dos riffs de guitarra de “Taxman” e “Paperbaker writer”. E realmente lamento que Lennon não tenha arrumado o coro de monges tibetanos para fazer “hmmmm” em “Tomorrow never knows”, embora prefira a versão de “Yesterday” do Fred Banana Combo. Vá lá, o Paul McCartney era um bom baixista. Nunca comprei um disco deles, costumo trocar de estação aos primeiros acordes de “Hey Jude” no rádio. Eles não deveriam me incomodar, então. O problema é que o maior legado do quarteto de Liverpool não foram as suas canções, mas a beatlemania.
Os beatlemaníacos radicais são antepassados diretos dos fãs dos Backstreet Boys e congêneres. Com um agravante: são fundamentalistas. Para eles, existem apenas três tipos de pessoa que não consideram os Beatles a maior banda de rock’ n’ roll de todos os tempos e “Imagine” a mais bela canção já escrita: as dignas de piedade, as que nada entendem de música e as desalmadas, insensíveis, sem coração mesmo, sabe? Sua verdade absoluta é que os quatro cabeludos jamais fizeram nada de ruim — incluindo “Love me do”. Até aí, novamente, tudo bem.
Mas há um trauma da minha juventude difícil de superar. Naquela época — lá para o fim dos anos 70, início dos 80 — era comum que as festas fossem interrompidas, quando estavam prestes a pegar fogo, por algum beatlemaníaco de galochas munido de violão — instrumento para o qual, aliás, deveria ser exigido do usuário carteira de habilitação — aos gritos de “I wanna hold you haaaand!”. Ora, vá ao show do Terra Molhada mas não me chame! (Eduardo Souza Lima, O Globo)
Foi em 1970 que John Lennon disse: “O sonho acabou.” De nada adiantou. Ele continua aí a assombrar-nos, cadáver insepulto.
Os Beatles até fizeram umas musiquinhas legais. Gosto dos riffs de guitarra de “Taxman” e “Paperbaker writer”. E realmente lamento que Lennon não tenha arrumado o coro de monges tibetanos para fazer “hmmmm” em “Tomorrow never knows”, embora prefira a versão de “Yesterday” do Fred Banana Combo. Vá lá, o Paul McCartney era um bom baixista. Nunca comprei um disco deles, costumo trocar de estação aos primeiros acordes de “Hey Jude” no rádio. Eles não deveriam me incomodar, então. O problema é que o maior legado do quarteto de Liverpool não foram as suas canções, mas a beatlemania.
Os beatlemaníacos radicais são antepassados diretos dos fãs dos Backstreet Boys e congêneres. Com um agravante: são fundamentalistas. Para eles, existem apenas três tipos de pessoa que não consideram os Beatles a maior banda de rock’ n’ roll de todos os tempos e “Imagine” a mais bela canção já escrita: as dignas de piedade, as que nada entendem de música e as desalmadas, insensíveis, sem coração mesmo, sabe? Sua verdade absoluta é que os quatro cabeludos jamais fizeram nada de ruim — incluindo “Love me do”. Até aí, novamente, tudo bem.
Mas há um trauma da minha juventude difícil de superar. Naquela época — lá para o fim dos anos 70, início dos 80 — era comum que as festas fossem interrompidas, quando estavam prestes a pegar fogo, por algum beatlemaníaco de galochas munido de violão — instrumento para o qual, aliás, deveria ser exigido do usuário carteira de habilitação — aos gritos de “I wanna hold you haaaand!”. Ora, vá ao show do Terra Molhada mas não me chame! (Eduardo Souza Lima, O Globo)
domingo, 11 de novembro de 2001
É impressionante como esse cara ainda recebe baldes de dinheiro para escrever lixo como esse. E o enganador medíocre ainda quer ser da ABL... Se enxerga, meu irmão!
Festas bacanas em lugares esquisitos! Produtores culturais cariocas já não se contentam com o óbvio e buscam locais inusitados para organizar seus eventos.
Noite fantástica a de ontem! Apesar da Grolsch ter sido substituída pela Guinnes (a primeira estava em falta lá no Lord Jim), os outros aspectos compensaram e muito... O time jogou fácil! Passeou em campo, como nos velhos tempos. Não adianta jogar na retranca, avançar os laterais, reforçar a marcação ou jogar no contra ataque: com o time readquirindo conjunto e ritmo de jogo, não tem prá nenhum adversário! É FUTEBOL ARTE... SHOW DE BOLA!
sábado, 10 de novembro de 2001
Hoje rola aniversário do meu grande amigo Paulo Gontijo no Lord Jim! Parabéns Paulinho e obrigado por comemorar num lugar onde vende a melhor cerveja do mundo!
Novamente eu digo e não há discussão: GROLSCH É A MELHOR CERVEJA DO MUNDO!!!
GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!! GROLSCH!!!
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Acompanhando as despedidas de Raí e Maradona, ao lado do meu amigo argentino Gustavo, alguns comentários:
1- Mesmo inchado, bichado e velho, Maradona ainda faz lançamentos mágicos;
2- Júnior (o Leovegildo, símbolo do Flamengo e embaixador do Beach Soccer) continua jogando e correndo muuuuuito mais do que muito moleque que veste a Amarelinha hoje em dia;
3- A torcida argentina é realmente a mais fanática do mundo. O que é a Bombonera com a torcida do Boca cantando?! De arrepiar!
4- Ao contrário de Júnior, o Márcio Santos (que ainda quer continuar jogando) fez uma grosseria impressionante que resultou num gol de Weah. Ridículo!
5- Weah deu um come no Mozer, no primeiro gol do PSG, daqueles que nos faz amar o futebol. Mozer tá sentado no chão, procurando a bola até agora;
6- Raí realmente é o maior ídolo da história do São Paulo e do PSG. Pena que os dirigentes do São Paulo não achem isso!
7- Apesar de desafeto de Maradona, Pelé foi à sua festa e viu tudo da tribuna. Por essa os argentinos não esperavam. Que classe, Rei!
8- Ver Maradona, Stoichkov, Sócrates, Júnior e tantos outros craques em campo dá uma saudade...
1- Mesmo inchado, bichado e velho, Maradona ainda faz lançamentos mágicos;
2- Júnior (o Leovegildo, símbolo do Flamengo e embaixador do Beach Soccer) continua jogando e correndo muuuuuito mais do que muito moleque que veste a Amarelinha hoje em dia;
3- A torcida argentina é realmente a mais fanática do mundo. O que é a Bombonera com a torcida do Boca cantando?! De arrepiar!
4- Ao contrário de Júnior, o Márcio Santos (que ainda quer continuar jogando) fez uma grosseria impressionante que resultou num gol de Weah. Ridículo!
5- Weah deu um come no Mozer, no primeiro gol do PSG, daqueles que nos faz amar o futebol. Mozer tá sentado no chão, procurando a bola até agora;
6- Raí realmente é o maior ídolo da história do São Paulo e do PSG. Pena que os dirigentes do São Paulo não achem isso!
7- Apesar de desafeto de Maradona, Pelé foi à sua festa e viu tudo da tribuna. Por essa os argentinos não esperavam. Que classe, Rei!
8- Ver Maradona, Stoichkov, Sócrates, Júnior e tantos outros craques em campo dá uma saudade...
Sessão nostalgia na programação esportiva da TV hoje à tarde. começa daqui a pouco, 14h, com o jogo de despedida de Raí, ao vivo de Paris. O amistoso será entre os Amigos de Raí e o Paris Saint-Germain. O time do craque deverá contar com Sócrates (pela primeira vez os dois irmãos atuarão juntos), Júnior, Falcão e Toninho Cerezo, entre outras estrelas. Já às 17h é a vez de Maradona dizer seu adeus definitivo aos gramados que ele tanto fez bem. Com a camisa 10 (que ainda não se sabe se poderá mesmo ser 'aposentada'), Diego Maradona vai defender a Argentina contra a Seleção de Estrelas, formado por alguns dos maiores craques do futebol mundial, como Cláudio Caniggia, Carlos Valderrama, René Higuita, Recoba, Enzo Francescoli, Ivan Zamorano e Hugo Sanchez, Alessandro Del Piero, Eric Cantona, Seedorf, Paolo Maldini, Kluivert, Suker, Roy Keane e David Beckham. Tudo isso ao vivo pela ESPN Brasil.
Algum gênio criou o Piores Blogs. Não vou opinar quanto às escolhas e opiniões do cara (que são puramente pessoais), mas acho a iniciativa muito maneira. O mais engraçado é como as pessoas ficam putas quando seu blog é citado. É impressionante como neguin é incapaz de fazer uma auto-crítica e ver o quanto é ridículo... Quanto a mim acho uma boa chance de alcançar o estrelato, já que meu blog simplesmente não existe pro TopBlogs... Quem sabe eu não viro uma espécie de Supla dos diários online!? Afinal de contas, com uma foto como essa aí de cima, é pedir demais ser levado à sério!
sexta-feira, 9 de novembro de 2001
A partir de amanhã, o Multishow terá durante uma hora, a melhor programação da noite de sábado. Estréia amanhã no Brasil, às 22h30, um dos programas mais ignorantes e (dependendo do ponto de vista) engraçados da atualidade: Jackass! Transmitido pela MTV americana, ele é estrelado por Johnny Knoxville e seus amigos que se prestam à situações e desafios que vão de ridículos à de pura ignorância e autoflagelação (como esguichar um spray de pimenta nos olhos só para ver qual é a sensação), mas sempre com muito bom humor. Vale conferir e dar boas risadas.... dá uma olhadinha nesse exemplo.
Logo em seguida, às 23h, rola mais um episódio inédito de South Park!
Logo em seguida, às 23h, rola mais um episódio inédito de South Park!