Frankfurt - 08:00am - A caminho de Beirute
Era quase 5h da manha qdo o sol comecou a dar as caras no horizonte alemao coincidindo com o procedimento de aterrisagem do boeing 747 da Lufthansa no aeroorto internacional de Frankurt. Voo tranquilo, de pouco mais de 10 horas. Poucos brasileiros a bordo, mas o bastante para gastar horas de boa conversa regadas a Chivas, Wasteiner ao lado das lindas e simpaticissimas aeromocas alemas. Dois engenheiros de Manaus, indo para uma reuniao em Roma, numa aventura que comecou no sabado e teve que ser interrompida por um parabrisas da aeronave quebrado, que prendeu-os no aeroporto por quase 24hs. O outro camarada eh o paulista Ricardo, professor de educacao fisica que mora na Europa ha 6 anos, casado a um com uma inglesa que espera o primeiro filho que, mesmo com toda a curiosidade, o casal insiste em nao querer saber o sexo... querem a supresa. Tambem no voo a jovem Diara, alema de Colonia, que volta de um intercambio de 6 meses no Brasil... ela, coitada, vitima de uma serie de gozacoes por causa de um enorme hematoma do lado esquerdo do pescoco que eu vi antes dela mesma, vitima de um belo chupao do namoradinho brasileiro na noite anterior... chupao perdoavel, diga-se de passagem, pois a noite era de despedidas.
Conversa vai e vem e neguinho bolado com dois tchecos malucos que beberam mais de 12 copos de Campari com suco de laranja antes de capotarem.
A manha eh linda e o calor eh forte... verao europeu bombando. Quisera eu ter um ou dois dias por aqui, mas a mim soh restam pouco mais de 12h para conhecer a cidade ateh a hora do meu voo para a capital libanesa, de onde A NATA vai ser escrita nos proximos 3 anos.
segunda-feira, 28 de junho de 2004
quarta-feira, 23 de junho de 2004
Tá de bob em casa, já viu tudo que tá passando no cinema e não tá afim de encarar um DVD meia boca?
Então vai aí uma boa dica de um filminho com trama bacana pra passar duas horinhas apreensivas.
"Império" entrou e saiu de circuito no Rio sem muita publicidade, em uma ou outra sala do Grupo Estação, onde deve ter ficado no máximo duas semanas em cartaz. Mas eu tinha lido alguma coisa sobre ele na internet e o trailer me agradou. Quando eu e meu brother cinéfilo Guti combinamos de vê-lo, o dito cujo já estava no depósito.
E foi ponto final... nunca mais ouvi falar ou alguém comentar.
Até que cheguei aqui em Minas hoje à tarde, pra terminar de arrumar minhas coisas e buscar meus pais para o findi de despedidas no Rio. Passei na locadora e lá estava ele, perdido entre alguns lançamentos em DVD.
A história até que é batida... cheia de clichês... aquela velha do traficante do Bronx que cansou da vida do crime e quando vê uma "oportunidade" de investir seus milhões em negócios "legais" em Wall Street acaba tendo uma surpresa desagadável. Mas o roteiro é bem amarrado até o fim, empolgando e prendendo o olhar tenso do espectador por todo o filme... Além do detalhe que todo filme que te faz ficar angustiado torcendo pelo bandido merece méritos.
John Leguizamo faz um dos melhores papéis de sua carreira e paga com sobras o preço da locação... não é o melhor filme de todos os tempos, mas é um thriller policial acima da média, o que garante uma boa a diversão!
Então vai aí uma boa dica de um filminho com trama bacana pra passar duas horinhas apreensivas.
"Império" entrou e saiu de circuito no Rio sem muita publicidade, em uma ou outra sala do Grupo Estação, onde deve ter ficado no máximo duas semanas em cartaz. Mas eu tinha lido alguma coisa sobre ele na internet e o trailer me agradou. Quando eu e meu brother cinéfilo Guti combinamos de vê-lo, o dito cujo já estava no depósito.
E foi ponto final... nunca mais ouvi falar ou alguém comentar.
Até que cheguei aqui em Minas hoje à tarde, pra terminar de arrumar minhas coisas e buscar meus pais para o findi de despedidas no Rio. Passei na locadora e lá estava ele, perdido entre alguns lançamentos em DVD.
A história até que é batida... cheia de clichês... aquela velha do traficante do Bronx que cansou da vida do crime e quando vê uma "oportunidade" de investir seus milhões em negócios "legais" em Wall Street acaba tendo uma surpresa desagadável. Mas o roteiro é bem amarrado até o fim, empolgando e prendendo o olhar tenso do espectador por todo o filme... Além do detalhe que todo filme que te faz ficar angustiado torcendo pelo bandido merece méritos.
John Leguizamo faz um dos melhores papéis de sua carreira e paga com sobras o preço da locação... não é o melhor filme de todos os tempos, mas é um thriller policial acima da média, o que garante uma boa a diversão!
domingo, 20 de junho de 2004
Celebração do bom futebol!
Quem não viu Holanda x República Tcheca perdeu o melhor jogo da Eurocopa até agora e um dos melhores jogos que vi este ano.
Mesmo com juiz errando em marcações absurdas, os dois times deram um show de futebol ofensivo, principalmente a República Tcheca que jogou praticamente o segundo tempo todo com 4 atacantes.
Destaques para o craque Nedved, meio campo da Juventus e dono de uma habilidade e raça extraterrestre, e para o goleiro da Holanda, Van Der Sar, que fez umas 5 defesas assustadoras, de cinema, evitando que a Holanda tomasse de mais quando os adversários estavam em vantagem numérica em campo (Heitinga foi injustamente expulso em uma falta que não existiu).
JOGÁÇO-ÁÇO-ÁÇO de futebol!!!
Quem não viu Holanda x República Tcheca perdeu o melhor jogo da Eurocopa até agora e um dos melhores jogos que vi este ano.
Mesmo com juiz errando em marcações absurdas, os dois times deram um show de futebol ofensivo, principalmente a República Tcheca que jogou praticamente o segundo tempo todo com 4 atacantes.
Destaques para o craque Nedved, meio campo da Juventus e dono de uma habilidade e raça extraterrestre, e para o goleiro da Holanda, Van Der Sar, que fez umas 5 defesas assustadoras, de cinema, evitando que a Holanda tomasse de mais quando os adversários estavam em vantagem numérica em campo (Heitinga foi injustamente expulso em uma falta que não existiu).
JOGÁÇO-ÁÇO-ÁÇO de futebol!!!
segunda-feira, 14 de junho de 2004
Som: Magic Box - "If you"
I need your sunshine, tonight
If you don't know
I want you for me
Don't leave me alone tonight
If you don't go
I let you see.
What there is in my heart
If you say no... I'll feel alone
I need your sunshine, tonight
If you stay on... I'll give my all
I'll be your star!
If you love me, if you love me now
I'll be your star
I need your sunshine, tonight
If you don't know
I want you for me
Don't leave me alone tonight
If you don't go
I let you see.
What there is in my heart
If you say no... I'll feel alone
I need your sunshine, tonight
If you stay on... I'll give my all
I'll be your star!
If you love me, if you love me now
I'll be your star
terça-feira, 8 de junho de 2004
Fantasia Barrino venceu a terceira edição do American Idol
Venceu com todos os méritos, já que era realmente a melhor cantora, a melhor intérprete e certamente tbm a mais carismática. Uma mistura do suíngue e voz de Macy Gray com a atitude e energia de Tina Turner, Fantasia não tinha mesmo adversários à altura neste que é a maior show de talentos do mundo. Não só pelo fato dos candidatos serem postos à provas de fogo de todos os estilos musicais (algumas que muitos astros da música mundial nem chegariam à segunda fase), ao vivo, em cadeia de TV mundial, mas principalmente pela força que o programa conquistou na indústria fonográfica americana, que domina e dita as regras do mercado mundial.
E um dos grandes responsáveis por essa explosão de popularidade de um ano pra cá não precisou nem ganhar o concurso. Seu nome é Clay Aiken, disparado o mais talentoso e carismático de todos os cantores que um dia concorreram ao American Idol!
Clay é dono de uma das vozes mais fantásticas que o mundo conheceu nos últimos anos. Brilhante e poderosa, mas que não agride, que não cansa e que vai da suavidade e tons baixos aos altos com uma facilidade impressionante. Sua voz é tão fenomenal, que as versões ao vivo conseguem ser melhores do que as de estúdio, pq os efeitos de gravação parecem tirar um pouco do seu brilho e timbre.
Clay perdeu a final do American Idol de 2003 para Ruben Studdard, um competente e carismárico cantor de R&B, mas não mais do que isso. Mesmo derrotado por Ruben, Clay Aiken foi imediatamente pego pelo criador do programa e um dos executivos mais bem sucedidos da história recente da música mundial, Simon Fuller, que não é bobo nem nada e sabia do potencial do moleque (Simon, entre outras milhares de coisas, criou as Spice Girls e tem relacionado ao seu nome de produtor a incrível marca de 96 singles e 79 álbuns que alcançaram o primeiro lugar nas paradas dos EUA e Inglaterra).
Nada melhor do que a fusão do talento nato do artista com a oportunidade de trabalhar com um mega produtor em uma mega gravadora.
O single de estréia de Clay Aiken, "This Is the Night", acançou o primeiro lugar nas paradas da Billboard e vendeu 392 mil cópias na primeira semana, batendo o próprio Elton John. Seu álbum, "The Measure of a Man", vendeu 613 mil cópias tbm na primeira semana, alcançando tbm o topo.
E como se nã bastasse toda a parte publicitária e apelativa do programa de TV em torno dele, "The Measure of a Man" é um excelente disco de música pop. Destaques para as faixas "Invisible", "When You Say You Love Me" e "No More Sad Songs". Quem gosta de Elton John, Brian Adams, Phil Collins ou Barry Manilow tem em Clay Aiken um prato cheio.
Com a carreira bem encaminhada, Clay Aiken tem tudo para se firmar como um dos grandes nomes da música pop mundial por muito e muito tempo!
Venceu com todos os méritos, já que era realmente a melhor cantora, a melhor intérprete e certamente tbm a mais carismática. Uma mistura do suíngue e voz de Macy Gray com a atitude e energia de Tina Turner, Fantasia não tinha mesmo adversários à altura neste que é a maior show de talentos do mundo. Não só pelo fato dos candidatos serem postos à provas de fogo de todos os estilos musicais (algumas que muitos astros da música mundial nem chegariam à segunda fase), ao vivo, em cadeia de TV mundial, mas principalmente pela força que o programa conquistou na indústria fonográfica americana, que domina e dita as regras do mercado mundial.
E um dos grandes responsáveis por essa explosão de popularidade de um ano pra cá não precisou nem ganhar o concurso. Seu nome é Clay Aiken, disparado o mais talentoso e carismático de todos os cantores que um dia concorreram ao American Idol!
Clay é dono de uma das vozes mais fantásticas que o mundo conheceu nos últimos anos. Brilhante e poderosa, mas que não agride, que não cansa e que vai da suavidade e tons baixos aos altos com uma facilidade impressionante. Sua voz é tão fenomenal, que as versões ao vivo conseguem ser melhores do que as de estúdio, pq os efeitos de gravação parecem tirar um pouco do seu brilho e timbre.
Clay perdeu a final do American Idol de 2003 para Ruben Studdard, um competente e carismárico cantor de R&B, mas não mais do que isso. Mesmo derrotado por Ruben, Clay Aiken foi imediatamente pego pelo criador do programa e um dos executivos mais bem sucedidos da história recente da música mundial, Simon Fuller, que não é bobo nem nada e sabia do potencial do moleque (Simon, entre outras milhares de coisas, criou as Spice Girls e tem relacionado ao seu nome de produtor a incrível marca de 96 singles e 79 álbuns que alcançaram o primeiro lugar nas paradas dos EUA e Inglaterra).
Nada melhor do que a fusão do talento nato do artista com a oportunidade de trabalhar com um mega produtor em uma mega gravadora.
O single de estréia de Clay Aiken, "This Is the Night", acançou o primeiro lugar nas paradas da Billboard e vendeu 392 mil cópias na primeira semana, batendo o próprio Elton John. Seu álbum, "The Measure of a Man", vendeu 613 mil cópias tbm na primeira semana, alcançando tbm o topo.
E como se nã bastasse toda a parte publicitária e apelativa do programa de TV em torno dele, "The Measure of a Man" é um excelente disco de música pop. Destaques para as faixas "Invisible", "When You Say You Love Me" e "No More Sad Songs". Quem gosta de Elton John, Brian Adams, Phil Collins ou Barry Manilow tem em Clay Aiken um prato cheio.
Com a carreira bem encaminhada, Clay Aiken tem tudo para se firmar como um dos grandes nomes da música pop mundial por muito e muito tempo!
domingo, 6 de junho de 2004
Usher Raymond se tornou o grande nome do R&B americano do momento!
Seu novo álbum, "Confessions", alcançou o topo da Billboard e já passa da incrível marca de 4 milhões de cópias vendidas, disco quádruplo de platina. Feito fantástico nos tempos de internet e mp3, principalmente para um artista de R&B, que geralmente vive de singles isolados.
Usher foi "descoberto" com 14 anos de idade, em 1994, pelo produtor L.A. Reid, chefão do selo californiano LA FACE. Reid apostou alto em Usher, lançando-o numa espécie de "carreira teen" com a co-produção de Puff Daddy, que até fez um certo sucesso por lá, mas não decolou como imaginavam. Foi só quatro anos depois, com o moleque mais maduro, que os frutos começaram a ser colhidos. Usher passou a escrever suas próprias músicas e chamou a atenção de produtores de peso da cena R&B americana, como Jermaine Dupri e Babyface. Com o single "You Make Me Wanna", Usher ficou no topo das paradas de R&B por 11 semanas e ganhou disco duplo de platina. Seu dois singles seguintes, "Nice & Slow" e "My Way" tbm chegaram ao disco de platina (1 milhão de cópias vendidas).
Mas foi no começo deste ano, com o lançamento de "Confessions" que Usher deixou de ser um cantor adolescente e mostrou maturidade, voz, talento e música de qualidade para se tornar realmente uma estrela da música negra americana. O primeiro single, "Yeah", produzido por Lil' Jon e com Ludacris fazendo uma participação, chegou ao topo da Billboard e foi a música mais tocada nas rádios americanas... está há 23 semanas no Top 10!
"Confessions" é o disco mais vendido dos EUA na atualidade e, hoje, conta com três músicas entre as 10 mais tocadas nas radios americanas, sendo uma delas a que está no topo da lista, "Burn".
Usher tem voz, tem carisma e, principalmente, tem um álbum excelente... 2004 promete ser o ano desse cara!
Seu novo álbum, "Confessions", alcançou o topo da Billboard e já passa da incrível marca de 4 milhões de cópias vendidas, disco quádruplo de platina. Feito fantástico nos tempos de internet e mp3, principalmente para um artista de R&B, que geralmente vive de singles isolados.
Usher foi "descoberto" com 14 anos de idade, em 1994, pelo produtor L.A. Reid, chefão do selo californiano LA FACE. Reid apostou alto em Usher, lançando-o numa espécie de "carreira teen" com a co-produção de Puff Daddy, que até fez um certo sucesso por lá, mas não decolou como imaginavam. Foi só quatro anos depois, com o moleque mais maduro, que os frutos começaram a ser colhidos. Usher passou a escrever suas próprias músicas e chamou a atenção de produtores de peso da cena R&B americana, como Jermaine Dupri e Babyface. Com o single "You Make Me Wanna", Usher ficou no topo das paradas de R&B por 11 semanas e ganhou disco duplo de platina. Seu dois singles seguintes, "Nice & Slow" e "My Way" tbm chegaram ao disco de platina (1 milhão de cópias vendidas).
Mas foi no começo deste ano, com o lançamento de "Confessions" que Usher deixou de ser um cantor adolescente e mostrou maturidade, voz, talento e música de qualidade para se tornar realmente uma estrela da música negra americana. O primeiro single, "Yeah", produzido por Lil' Jon e com Ludacris fazendo uma participação, chegou ao topo da Billboard e foi a música mais tocada nas rádios americanas... está há 23 semanas no Top 10!
"Confessions" é o disco mais vendido dos EUA na atualidade e, hoje, conta com três músicas entre as 10 mais tocadas nas radios americanas, sendo uma delas a que está no topo da lista, "Burn".
Usher tem voz, tem carisma e, principalmente, tem um álbum excelente... 2004 promete ser o ano desse cara!
segunda-feira, 31 de maio de 2004
domingo, 30 de maio de 2004
sábado, 29 de maio de 2004
sexta-feira, 28 de maio de 2004
Uma lição à indiana!
Semana passada, mais uma zebra eleitoral surpreende o mundo. Os eleitores da Índia, maior democracia do mundo, mostraram estar cansados de chauvinismo religioso, e elegeram uma cidadã naturalizada e de uma religião minoritária.
O nacionalista Partido do Congresso obteve uma clara vitória sobre o fundamentalista Bharatya Janata (Partido Popular Indiano), que estava há oito anos no governo.
A bofetada no fanatismo conservador é completada pelo fato de a líder do Partido do Congresso ser a primeira não hindu a ser eleita chefe de governo da Índia. Sonia Gandhi, apesar de herdeira da dinastia política fundada por Jawaharlal Nehru e continuada por sua filha Indira Gandhi e seu neto Rajiv Gandhi (do qual Sonia é viúva), é uma católica nascida em 1946 perto de Turim, na Itália, indiana por opção desde 1968.
Sai um governo que acirrou o chauvinismo, o ufanismo, a xenofobia, o fundamentalismo hinduísta e os preconceitos contra as minorias religiosas para melhor fazer esquecer que a distribuição dos frutos materiais de uma década de crescimento continuado estava a ser indefinidamente adiada e as diferenças de classe estavam se acentuando. Os despossuídos mostraram estar mais interessados em educação e saúde do que em ter armas nucleares ou em humilhar seus vizinhos muçulmanos ou de casta inferior.
Em uma era de fanatismos ascendentes, do Texas à Malásia, o país de Gandhi dá uma prova inesperada de que a tolerância e o pluralismo também podem ser populares e reabre o caminho para o relaxamento das tensões com o Paquistão e o mundo muçulmano.
Semana passada, mais uma zebra eleitoral surpreende o mundo. Os eleitores da Índia, maior democracia do mundo, mostraram estar cansados de chauvinismo religioso, e elegeram uma cidadã naturalizada e de uma religião minoritária.
O nacionalista Partido do Congresso obteve uma clara vitória sobre o fundamentalista Bharatya Janata (Partido Popular Indiano), que estava há oito anos no governo.
A bofetada no fanatismo conservador é completada pelo fato de a líder do Partido do Congresso ser a primeira não hindu a ser eleita chefe de governo da Índia. Sonia Gandhi, apesar de herdeira da dinastia política fundada por Jawaharlal Nehru e continuada por sua filha Indira Gandhi e seu neto Rajiv Gandhi (do qual Sonia é viúva), é uma católica nascida em 1946 perto de Turim, na Itália, indiana por opção desde 1968.
Sai um governo que acirrou o chauvinismo, o ufanismo, a xenofobia, o fundamentalismo hinduísta e os preconceitos contra as minorias religiosas para melhor fazer esquecer que a distribuição dos frutos materiais de uma década de crescimento continuado estava a ser indefinidamente adiada e as diferenças de classe estavam se acentuando. Os despossuídos mostraram estar mais interessados em educação e saúde do que em ter armas nucleares ou em humilhar seus vizinhos muçulmanos ou de casta inferior.
Em uma era de fanatismos ascendentes, do Texas à Malásia, o país de Gandhi dá uma prova inesperada de que a tolerância e o pluralismo também podem ser populares e reabre o caminho para o relaxamento das tensões com o Paquistão e o mundo muçulmano.
Calvário alvinegro!
O Botafogo completa nesta sexta-feira dois meses sem vencer jogos oficiais. A última vitória foi sobre o Madureira, por 4 a 2, na última rodada da Taça Rio, pelo Campeonato Estadual.
O Botafogo completa nesta sexta-feira dois meses sem vencer jogos oficiais. A última vitória foi sobre o Madureira, por 4 a 2, na última rodada da Taça Rio, pelo Campeonato Estadual.
quarta-feira, 26 de maio de 2004
terça-feira, 25 de maio de 2004
Coisas que eu amo e quero fazer antes de deixar o Brasil
*Escalar o Pão de Açucar;
*Ver um jogo do Fogão;
*Ver um pôr do sol no Arpoador;
*Comer um sanduba de Filé com queijo e abacaxi do Cervantes;
*Passar um findi com a galera em BH;
*Me apaixonar perdidamente;
*Tomar uma água de côco na pedra do Leme em noite estrelada;
*Escalar os Dois Irmãos;
*Jogar um frescobol assassino na praia do Leblon;
*Fazer meu último jogo pelo Flu Gorilas;
*Tomar um porre de cerveja com steinhaeger no Plebeu;
*Fazer um churrasquinho de gato no meu apê lá no Rio;
*Tomar um chopp com bolinho de bacalhau, depois da praia, no Clipper;
*Assistir a duas sessões seguidas de cinema no Cinemark ou UCI;
*Ver um bom filme de arte no Estação;
*Encher a cara de Skol no Baixo Gávea;
*Ser cobaia das excelentes experiências culinárias do Pedro;
*Jogar um futiba com a galera do Santo Inácio no CT do Moll;
*Encher a cara de chopp e a pança de comida no Outback;
*Dizer aos meus amigos e família o quanto eu os amo mais do que tudo nessa vida!
*Escalar o Pão de Açucar;
*Ver um jogo do Fogão;
*Ver um pôr do sol no Arpoador;
*Comer um sanduba de Filé com queijo e abacaxi do Cervantes;
*Passar um findi com a galera em BH;
*Me apaixonar perdidamente;
*Tomar uma água de côco na pedra do Leme em noite estrelada;
*Escalar os Dois Irmãos;
*Jogar um frescobol assassino na praia do Leblon;
*Fazer meu último jogo pelo Flu Gorilas;
*Tomar um porre de cerveja com steinhaeger no Plebeu;
*Fazer um churrasquinho de gato no meu apê lá no Rio;
*Tomar um chopp com bolinho de bacalhau, depois da praia, no Clipper;
*Assistir a duas sessões seguidas de cinema no Cinemark ou UCI;
*Ver um bom filme de arte no Estação;
*Encher a cara de Skol no Baixo Gávea;
*Ser cobaia das excelentes experiências culinárias do Pedro;
*Jogar um futiba com a galera do Santo Inácio no CT do Moll;
*Encher a cara de chopp e a pança de comida no Outback;
*Dizer aos meus amigos e família o quanto eu os amo mais do que tudo nessa vida!
segunda-feira, 24 de maio de 2004
Pelé, o gênio abençoado; Maradona, o amaldiçoado
Há um talento que o argentino possui num grau quase único: o de dar errado
"Mirai este retrato e mais este outro..." Hamlet, William Shakespeare. Faz mal ler. Cada linha sobre Diego Maradona traz um pequeno toque de desespero, uma pequena sugestão do desespero que mantém Maradona no abraço de um estrangulador. Não é só o contraste entre os dons gloriosos e a vida desastrosa que perturba tanto. É a sensação de inevitabilidade.
Maradona foi confinado numa camisa de força depois de um "ataque de fúria incontrolável". Amarrado à cama, gritava: "Não quero estar aqui." Onde? No hospital psiquiátrico em Buenos Aires? No planeta Terra? É sempre perturbador ver fotos de grandes atletas decadentes. Já é bem ruim vê-los envelhecer. Se dependesse de nós, ficariam jovens para sempre, conservados no âmbar da memória. É impudente e desnecessário para eles envelhecer e decair - quase como se fossem apenas criaturas humanas.
As atuais fotos de Maradona são quase insuportáveis. Não é a feiúra, mas a autodestruição por trás delas que é tão profundamente desconfortável. Parece que a cocaína e o desespero o estão matando ante nossos olhos. Jornais já publicaram tributos e quase obituários (uma perna esquerda divina, um garoto alquebrado e estufado, etc., etc.).
A decadência de toda figura pública traz um arrepio de culpa. Fomos nós, na platéia, que tornamos possíveis a fama, a grandeza, as façanhas; precisamos também arcar com a responsabilidade pelo declínio e pela queda. Adoramos fabricar heróis: estrelas, santos, modelos, pessoas perfeitas. O processo satisfaz uma necessidade profunda da humanidade, mas condena os heróis a viver fora do ordinário. Será o desespero de Maradona a conseqüência inevitável da fama? Parece que sim - para Maradona. Mas toda pergunta sobre Maradona traz outra pergunta sobre outro futebolista - de fato, seu gêmeo astral, oposto polar, irmão de sangue e antítese. Diego Armando Maradona, irmanado pelo destino a Edson Arantes do Nascimento. Conhecido como Pelé.
Em 2000, a Fifa teve de escolher o futebolista do século e, numa manobra memorável, a honra foi dividida entre Maradona e Pelé. Os dois não conseguem escapar um do outro: similaridades e diferenças os uniram pela eternidade.
Nasceram em famílias pobres. Maradona, o quinto de oito filhos de um operário; Pelé, às vezes, trabalhando como engraxate. Mostraram enorme talento assustadoramente jovens, treinaram para cumprir a promessa num grau fantasmagórico. Levavam a bola ao limite das leis da física e da biomecânica. Michel Platini, o grande jogador francês, disse de Maradona:
"As coisas que eu fazia com a bola, ele fazia com uma laranja."
Ambos sabiam marcar gols. Ambos possuíam equilíbrio extraordinário, velocidade e força para driblar e se afastar de um rival. Veneno e malícia em batalhas físicas. A qualidade quase mística do futebol chamada visão, o momento do passe, a corrida, o chute. Sabiam criar beleza.
Mas o maior talento de cada um era o de catalisador. Não apenas gênios, tornavam genial o time em que jogavam. Eram capazes de imprimir sua personalidade, ambição e visão à equipe toda. Para Pelé, o talento atingiu o ápice na Copa do Mundo de 1970. Para Maradona, também no México, numa Copa 16 anos depois. Como resultado, conquistaram a gratidão imortal da nação e a admiração do mundo, assustadoramente parecida a um culto.
Uma diferença entre eles é que Maradona nunca teve apelido. Um apelido pode ser algo poderoso. "Considero 'Pelé' uma dádiva de Deus", disse certa vez seu proprietário. "Edson é uma pessoa normal, que vai morrer um dia, e as pessoas se esquecem disso." Mas há um talento do qual Pelé carece totalmente e Maradona possui num grau quase único: o de dar errado. O de Pelé era o oposto.
Ambos tinham graça em campo. Um tinha uma graça que o acompanhou pela vida, mesmo em situações difíceis e traiçoeiras. O outro caminhou pela vida real com uma espetacular falta de graça, que traiu a incapacidade de entrar em acordo com a Terra, as criaturas humanas, a vida, o talento e a natureza.
Pelé jogou em quatro Copas do Mundo. Venceu três, mas jogou pouco na vitória de 1962 por causa de uma contusão. Maradona também jogou em quatro. Venceu uma e em outra foi à final. Em 82, foi expulso no último jogo da Argentina; em 94, foi mandado para casa depois de um antidoping positivo para uma mistura de drogas e suspenso por 15 meses.
Maradona transformou o Napoli - de novo, atuando como um conversor catalítico - e conquistou dois campeonatos e uma Copa da Uefa com o clube italiano. Mas deixou a Itália em 91, depois de antidoping positivo para cocaína e de sofrer seu primeiro banimento de 15 meses.
Outros itens incomuns em seu currículo incluem disparar contra jornalistas com uma espingarda de pressão e insultar o papa na televisão.
Maradona sempre teve uma afinidade com o desabonador. Marcou, talvez, os dois gols mais famosos da história da Copa do Mundo, ambos contra a Inglaterra, em 86. Sim, aquele, o "mão de Deus", que se seguiu ao slalom através da defesa inglesa. Este é sempre descrito como slalom, a palavra ideal para dar a impressão de uma qualidade escorregadia, de velocidade impetuosa e de precisão, os candidatos a defensores caídos desamparados nos rastros do destróier ladeira abaixo.
Brian Glanville, em seu definitivo A História da Copa do Mundo, cita um jornalista italiano: "A Inglaterra ainda estava em estado de choque, como um homem que acabara de ter a carteira roubada." Até o maior triunfo de Maradona tem algo de desabonador. Ele marcou dois gols na semifinal contra a Bélgica e, embora tenha tido uma final discreta contra a Alemanha Ocidental, fez o gol da vitória. Com Maradona, não se pode esquecer nunca o talento para o sublime, assim como não se pode esquecer nunca o dom de causar confusão.
Imagens, então, de um grande jogador no fim - ou perto do fim - da carreira na Copa do Mundo. Pelé, trocando a camisa com Bobby Moore, o capitão da Inglaterra - heróis do futebol, o respeito mútuo de dois homens seminus brilhantes e íntegros. E Maradona, numa corrida enlouquecida pelas drogas diante das câmeras em 1994. A vergonha assombraria Maradona mesmo depois de seus dias de jogador.
Pelé levaria uma vida de santificada respeitabilidade. Conseguiu até sobreviver a um escândalo financeiro e ao suposto roubo de quase meio milhão de libras esterlinas pertencentes à Unicef (processou seu sócio e fechou a companhia).
Há algo de infantil nos dois homens. Em Pelé, uma espécie de inocência gloriosa; em Maradona, uma recusa de assumir responsabilidade pelos próprios atos. Pelé se comporta como um homem especialmente abençoado; Maradona, como um homem que acredita ser singularmente perseguido.
Um sempre foi capaz de viver com dignidade; para o outro, a dignidade sempre foi algo estranho. Um se regalou com seus dons e a adulação que trouxeram; para o outro, o talento levou à autodestruição e ao desespero. Um é sinônimo de integridade, charme e prazer simples de viver; o outro, de complexo desgosto.
Por que tem de ser assim? É tentador alegar que os tempos mudaram. Vinte anos separam o nascimento dos dois. O esporte não foi um grande negócio para Pelé antes de ele se aposentar. Maradona sempre esteve cercado de pessoas desesperadas para chegar ao pote de mel. Mas Pelé tem ganhado dinheiro desde então - MasterCard, Coca-Cola, Nokia e, indiretamente (façam suas próprias piadinhas com embaixadas), Viagra - sem perder o amor e a boa-vida.
Maradona teria sido feliz se tivesse nascido em 1940? E Pelé? Infeliz se nascido em 1960? Duvido. Com Maradona, são as drogas que chamam a atenção, mas alguém não deixa de aceitar o mundo porque usa drogas. O contrário é que acontece.
Por que o gênio e a fama dariam a um homem uma vida de alegria e a outro uma vida de desespero? Dois homens, similares na habilidade e no amor que receberam ao longo de suas vidas. Um, abençoado; outro, amaldiçoado.
(Simon Barnes, colunista do The Times)
Há um talento que o argentino possui num grau quase único: o de dar errado
"Mirai este retrato e mais este outro..." Hamlet, William Shakespeare. Faz mal ler. Cada linha sobre Diego Maradona traz um pequeno toque de desespero, uma pequena sugestão do desespero que mantém Maradona no abraço de um estrangulador. Não é só o contraste entre os dons gloriosos e a vida desastrosa que perturba tanto. É a sensação de inevitabilidade.
Maradona foi confinado numa camisa de força depois de um "ataque de fúria incontrolável". Amarrado à cama, gritava: "Não quero estar aqui." Onde? No hospital psiquiátrico em Buenos Aires? No planeta Terra? É sempre perturbador ver fotos de grandes atletas decadentes. Já é bem ruim vê-los envelhecer. Se dependesse de nós, ficariam jovens para sempre, conservados no âmbar da memória. É impudente e desnecessário para eles envelhecer e decair - quase como se fossem apenas criaturas humanas.
As atuais fotos de Maradona são quase insuportáveis. Não é a feiúra, mas a autodestruição por trás delas que é tão profundamente desconfortável. Parece que a cocaína e o desespero o estão matando ante nossos olhos. Jornais já publicaram tributos e quase obituários (uma perna esquerda divina, um garoto alquebrado e estufado, etc., etc.).
A decadência de toda figura pública traz um arrepio de culpa. Fomos nós, na platéia, que tornamos possíveis a fama, a grandeza, as façanhas; precisamos também arcar com a responsabilidade pelo declínio e pela queda. Adoramos fabricar heróis: estrelas, santos, modelos, pessoas perfeitas. O processo satisfaz uma necessidade profunda da humanidade, mas condena os heróis a viver fora do ordinário. Será o desespero de Maradona a conseqüência inevitável da fama? Parece que sim - para Maradona. Mas toda pergunta sobre Maradona traz outra pergunta sobre outro futebolista - de fato, seu gêmeo astral, oposto polar, irmão de sangue e antítese. Diego Armando Maradona, irmanado pelo destino a Edson Arantes do Nascimento. Conhecido como Pelé.
Em 2000, a Fifa teve de escolher o futebolista do século e, numa manobra memorável, a honra foi dividida entre Maradona e Pelé. Os dois não conseguem escapar um do outro: similaridades e diferenças os uniram pela eternidade.
Nasceram em famílias pobres. Maradona, o quinto de oito filhos de um operário; Pelé, às vezes, trabalhando como engraxate. Mostraram enorme talento assustadoramente jovens, treinaram para cumprir a promessa num grau fantasmagórico. Levavam a bola ao limite das leis da física e da biomecânica. Michel Platini, o grande jogador francês, disse de Maradona:
"As coisas que eu fazia com a bola, ele fazia com uma laranja."
Ambos sabiam marcar gols. Ambos possuíam equilíbrio extraordinário, velocidade e força para driblar e se afastar de um rival. Veneno e malícia em batalhas físicas. A qualidade quase mística do futebol chamada visão, o momento do passe, a corrida, o chute. Sabiam criar beleza.
Mas o maior talento de cada um era o de catalisador. Não apenas gênios, tornavam genial o time em que jogavam. Eram capazes de imprimir sua personalidade, ambição e visão à equipe toda. Para Pelé, o talento atingiu o ápice na Copa do Mundo de 1970. Para Maradona, também no México, numa Copa 16 anos depois. Como resultado, conquistaram a gratidão imortal da nação e a admiração do mundo, assustadoramente parecida a um culto.
Uma diferença entre eles é que Maradona nunca teve apelido. Um apelido pode ser algo poderoso. "Considero 'Pelé' uma dádiva de Deus", disse certa vez seu proprietário. "Edson é uma pessoa normal, que vai morrer um dia, e as pessoas se esquecem disso." Mas há um talento do qual Pelé carece totalmente e Maradona possui num grau quase único: o de dar errado. O de Pelé era o oposto.
Ambos tinham graça em campo. Um tinha uma graça que o acompanhou pela vida, mesmo em situações difíceis e traiçoeiras. O outro caminhou pela vida real com uma espetacular falta de graça, que traiu a incapacidade de entrar em acordo com a Terra, as criaturas humanas, a vida, o talento e a natureza.
Pelé jogou em quatro Copas do Mundo. Venceu três, mas jogou pouco na vitória de 1962 por causa de uma contusão. Maradona também jogou em quatro. Venceu uma e em outra foi à final. Em 82, foi expulso no último jogo da Argentina; em 94, foi mandado para casa depois de um antidoping positivo para uma mistura de drogas e suspenso por 15 meses.
Maradona transformou o Napoli - de novo, atuando como um conversor catalítico - e conquistou dois campeonatos e uma Copa da Uefa com o clube italiano. Mas deixou a Itália em 91, depois de antidoping positivo para cocaína e de sofrer seu primeiro banimento de 15 meses.
Outros itens incomuns em seu currículo incluem disparar contra jornalistas com uma espingarda de pressão e insultar o papa na televisão.
Maradona sempre teve uma afinidade com o desabonador. Marcou, talvez, os dois gols mais famosos da história da Copa do Mundo, ambos contra a Inglaterra, em 86. Sim, aquele, o "mão de Deus", que se seguiu ao slalom através da defesa inglesa. Este é sempre descrito como slalom, a palavra ideal para dar a impressão de uma qualidade escorregadia, de velocidade impetuosa e de precisão, os candidatos a defensores caídos desamparados nos rastros do destróier ladeira abaixo.
Brian Glanville, em seu definitivo A História da Copa do Mundo, cita um jornalista italiano: "A Inglaterra ainda estava em estado de choque, como um homem que acabara de ter a carteira roubada." Até o maior triunfo de Maradona tem algo de desabonador. Ele marcou dois gols na semifinal contra a Bélgica e, embora tenha tido uma final discreta contra a Alemanha Ocidental, fez o gol da vitória. Com Maradona, não se pode esquecer nunca o talento para o sublime, assim como não se pode esquecer nunca o dom de causar confusão.
Imagens, então, de um grande jogador no fim - ou perto do fim - da carreira na Copa do Mundo. Pelé, trocando a camisa com Bobby Moore, o capitão da Inglaterra - heróis do futebol, o respeito mútuo de dois homens seminus brilhantes e íntegros. E Maradona, numa corrida enlouquecida pelas drogas diante das câmeras em 1994. A vergonha assombraria Maradona mesmo depois de seus dias de jogador.
Pelé levaria uma vida de santificada respeitabilidade. Conseguiu até sobreviver a um escândalo financeiro e ao suposto roubo de quase meio milhão de libras esterlinas pertencentes à Unicef (processou seu sócio e fechou a companhia).
Há algo de infantil nos dois homens. Em Pelé, uma espécie de inocência gloriosa; em Maradona, uma recusa de assumir responsabilidade pelos próprios atos. Pelé se comporta como um homem especialmente abençoado; Maradona, como um homem que acredita ser singularmente perseguido.
Um sempre foi capaz de viver com dignidade; para o outro, a dignidade sempre foi algo estranho. Um se regalou com seus dons e a adulação que trouxeram; para o outro, o talento levou à autodestruição e ao desespero. Um é sinônimo de integridade, charme e prazer simples de viver; o outro, de complexo desgosto.
Por que tem de ser assim? É tentador alegar que os tempos mudaram. Vinte anos separam o nascimento dos dois. O esporte não foi um grande negócio para Pelé antes de ele se aposentar. Maradona sempre esteve cercado de pessoas desesperadas para chegar ao pote de mel. Mas Pelé tem ganhado dinheiro desde então - MasterCard, Coca-Cola, Nokia e, indiretamente (façam suas próprias piadinhas com embaixadas), Viagra - sem perder o amor e a boa-vida.
Maradona teria sido feliz se tivesse nascido em 1940? E Pelé? Infeliz se nascido em 1960? Duvido. Com Maradona, são as drogas que chamam a atenção, mas alguém não deixa de aceitar o mundo porque usa drogas. O contrário é que acontece.
Por que o gênio e a fama dariam a um homem uma vida de alegria e a outro uma vida de desespero? Dois homens, similares na habilidade e no amor que receberam ao longo de suas vidas. Um, abençoado; outro, amaldiçoado.
(Simon Barnes, colunista do The Times)
domingo, 23 de maio de 2004
Mais um empate e o Botafogo não consegue nem por milagre sua primeira vitória no campeonato!
O Botafogo é grande e não pode se deixar abalar por um começo de temporada ruim, mas mesmo ela sendo longuíssima, do jeito que a caravana tá andando, sem medidas extremas da diretoria em relação a este elenco, temo mesmo pelo rebaixamento.
Quem acompanhou aquele time do ano passado desde o começo (sim, eu fui em 90% dos jogos da temporada 2003) sabe que o trabalho foi perfeito para as condições ridículas que as últimas diretorias criminosas deixaram o clube. Mas ainda não consegui entender o que está se passando pela cabeça do Bebeto este ano!
É louvável o trabalho que ele vem fazendo pela parte estutural do clube, trazendo o time de volta à General Severiano, reformando Caio Martins e conseguindo finalmente realizar o sonho da construção do estádio do Fogão, na Zona Portuária... Mas do que adianta um estádio lindo e novo em folha para um time na segunda divisão??? Não sei se a torcida vai ter forças de aguentar mais um rebaixamento... A impressão que se tem é que, após a volta para a primeira divisão, a diretoria relaxou e se preocupou excessivamente com a administração do CLUBE e esqueceu que o que faz o clube é o seu TIME... que é o time que desperta a PAIXÃO do torcedor.
Achei excelente a contração de Mauro Galvão, mas o problema do Botafogo é dentro de campo... Ou contratamos reforços de peso (ou melhor, de habilidade, pq de pesado já basta o Almir com seu barrigão), ou É FATO que iremos para a segunda divisão!!!
O Botafogo é grande e não pode se deixar abalar por um começo de temporada ruim, mas mesmo ela sendo longuíssima, do jeito que a caravana tá andando, sem medidas extremas da diretoria em relação a este elenco, temo mesmo pelo rebaixamento.
Quem acompanhou aquele time do ano passado desde o começo (sim, eu fui em 90% dos jogos da temporada 2003) sabe que o trabalho foi perfeito para as condições ridículas que as últimas diretorias criminosas deixaram o clube. Mas ainda não consegui entender o que está se passando pela cabeça do Bebeto este ano!
É louvável o trabalho que ele vem fazendo pela parte estutural do clube, trazendo o time de volta à General Severiano, reformando Caio Martins e conseguindo finalmente realizar o sonho da construção do estádio do Fogão, na Zona Portuária... Mas do que adianta um estádio lindo e novo em folha para um time na segunda divisão??? Não sei se a torcida vai ter forças de aguentar mais um rebaixamento... A impressão que se tem é que, após a volta para a primeira divisão, a diretoria relaxou e se preocupou excessivamente com a administração do CLUBE e esqueceu que o que faz o clube é o seu TIME... que é o time que desperta a PAIXÃO do torcedor.
Achei excelente a contração de Mauro Galvão, mas o problema do Botafogo é dentro de campo... Ou contratamos reforços de peso (ou melhor, de habilidade, pq de pesado já basta o Almir com seu barrigão), ou É FATO que iremos para a segunda divisão!!!
sexta-feira, 21 de maio de 2004
Som: Planet Funk - "Inside all the people"
Inside all the people a check black spark
Rippeling like magma in their hearts
Under all the highlights n´ gyroskopes
Physical impulsing as the shape of their bones
Feeling kinda lonely and fuck the anchor
Feeling kinda lonely underneath the spark
I was... feeling kinda lonely
Boys are seeking girls are retaiting
Make my will I`ve melt into the floor
Boys are seeking girls are retaiting
Make my will I`ve melt into the floor
Inside all the people a check black spark
Rippeling like magma in their hearts
Under all the highlights n´ gyroskopes
Physical impulsing as the shape of their bones
Feeling kinda lonely and fuck the anchor
Feeling kinda lonely underneath the spark
I was... feeling kinda lonely
Boys are seeking girls are retaiting
Make my will I`ve melt into the floor
Boys are seeking girls are retaiting
Make my will I`ve melt into the floor
FESTA DE SANTA RITA 2004
Nada melhor do que festinha de interior, no inverno, um frio desgraçado, vinho quente e quentão bombante e gente de todos os cantos com um mesmo objetivo: GANDAIA!!!
Esse ano têm Paralamas e festa do DA INATEL com Camilo Rocha e NUDE nas pickups... A pequena Santa Rita do Sapucaí vai ficar norótika com a galera frenétika que vai invadir de mulambo!
Siguuuuuuuuuuura pião!!!!
Nada melhor do que festinha de interior, no inverno, um frio desgraçado, vinho quente e quentão bombante e gente de todos os cantos com um mesmo objetivo: GANDAIA!!!
Esse ano têm Paralamas e festa do DA INATEL com Camilo Rocha e NUDE nas pickups... A pequena Santa Rita do Sapucaí vai ficar norótika com a galera frenétika que vai invadir de mulambo!
Siguuuuuuuuuuura pião!!!!
quarta-feira, 19 de maio de 2004
Boa idéia do O Globo a de mandar Jaime Biaggio para cobrir o Festival de Cannes.
Você pode ou não gostar dele e de suas críticas... digamos... "populares", mas tê-lo na Croisette parece que aproxima mais Cannes do público em geral, que as vezes se sente meio deslocado em meio à tantos filmes mais cabeças.
Vale conferir o dia a dia do crítico em seus posts no Blog do Bonequinho... O sujeito parece uma criança que vai no zoológico pela primeira vez... Bem divertido!
Você pode ou não gostar dele e de suas críticas... digamos... "populares", mas tê-lo na Croisette parece que aproxima mais Cannes do público em geral, que as vezes se sente meio deslocado em meio à tantos filmes mais cabeças.
Vale conferir o dia a dia do crítico em seus posts no Blog do Bonequinho... O sujeito parece uma criança que vai no zoológico pela primeira vez... Bem divertido!
Não deu na Folha... Não saiu no O Globo... Não repercutiu na Veja...
Por que não????!!!! Bem... aí você que tire suas próprias conclusões!
Só sei que a matéria sensacional de Bob Fernandes rendeu a ele a entrevista da Caros Amigos deste mês, que traz mais revelações do repórter que encarou a CIA e denunciou o envio de dinheiro do governo americano para financiar a nossa Polícia Federal.
Vai ver é porque a Carta Capital e a Caros Amigos são os dois únicos veículos de comunicação isentos e confiáveis do nosso país.
IMPERDÍVEL!
Por que não????!!!! Bem... aí você que tire suas próprias conclusões!
Só sei que a matéria sensacional de Bob Fernandes rendeu a ele a entrevista da Caros Amigos deste mês, que traz mais revelações do repórter que encarou a CIA e denunciou o envio de dinheiro do governo americano para financiar a nossa Polícia Federal.
Vai ver é porque a Carta Capital e a Caros Amigos são os dois únicos veículos de comunicação isentos e confiáveis do nosso país.
IMPERDÍVEL!
terça-feira, 18 de maio de 2004
Acordando para a realidade...
O Comitê Olímpico Internacional acaba de anunciar a eliminação do Rio de Janeiro como cidade candidata para os jogos olímpicos de 2012.
Foram eliminadas tbm Havana, Leipzig e Moscou. As cinco finalistas são Nova York, Madri, Paris, Londres e Moscou.
Acredite em mim... hoje mesmo começam as trocas de acusações e todo esse blá blá blá político que a gnete tá acostumado a ouvir, o que vai fazer da festa da tocha olímpica nas ruas da cidade, mês que vêm, uma das paradas mais constrangedoras dos últimos tempos.
O melhor mesmo é esquecer as olimpíadas e se contentar com o Pan, pq tá bom até demais... Se há algum culpado, ele vêm governando o Rio há mais de 20 anos...
O Comitê Olímpico Internacional acaba de anunciar a eliminação do Rio de Janeiro como cidade candidata para os jogos olímpicos de 2012.
Foram eliminadas tbm Havana, Leipzig e Moscou. As cinco finalistas são Nova York, Madri, Paris, Londres e Moscou.
Acredite em mim... hoje mesmo começam as trocas de acusações e todo esse blá blá blá político que a gnete tá acostumado a ouvir, o que vai fazer da festa da tocha olímpica nas ruas da cidade, mês que vêm, uma das paradas mais constrangedoras dos últimos tempos.
O melhor mesmo é esquecer as olimpíadas e se contentar com o Pan, pq tá bom até demais... Se há algum culpado, ele vêm governando o Rio há mais de 20 anos...
segunda-feira, 17 de maio de 2004
domingo, 16 de maio de 2004
sexta-feira, 14 de maio de 2004
Grölsch... Erdinger... Guinness... Delirium Tremens... Kemelstraat... Stella Artois... Quilmes... Skol...
É como eu sempre digo... Pouco importa a ocasião:
NÃO HÁ NADA COMO UMA BOA LOIRA GELADA!
E as pessoas finalmente estão se dando conta disso.
É como eu sempre digo... Pouco importa a ocasião:
NÃO HÁ NADA COMO UMA BOA LOIRA GELADA!
E as pessoas finalmente estão se dando conta disso.
quinta-feira, 13 de maio de 2004
quarta-feira, 12 de maio de 2004
Ontem todos brasileiros amantes do esporte tiveram um motivo a mais para sorrir.
Depois de quatro anos de traumas, Neco Padaratz conseguiu encarar seu maior pesadelo e voltou a dropar uma onda nos corais de Teahupoo, no Taiti.
Confira abaixo o próprio Neco contando o episódio que quase encerrou a carreira de uma das maiores promessas da história do surfe brasileiro:
"Acordei pedindo a Deus para a minha bateria não ser a primeira, para que pudesse ter noção de como estava o mar. Era meu primeiro ano, não sabia ler a onda. Queria ter tido mais tempo para analisar o mar. Aí entrei na água, cumprimentei meus companheiros de bateria e peguei uma onda menor, e no fim não abriu tubo. Fui fazer uma manobra onde ninguém faz e, quando voltei, as quilhas estavam em cima da pedra. Lá o mar fica no mesmo nível da terra, e a onda quebra pra baixo, formando um buraco. Eu caí nesse buraco. Tomei a primeira onda, a segunda fez minhas pernas e o leash ficarem presos numa caverna. Quando veio a terceira onda, o nível da água subiu e tomei um caldo. Não me levantei, veio a quarta onda, veio a quinta. Mas meu pé trancado pela cordinha não me deixava subir de jeito nenhum. Um jet ski parou do meu lado, o cara pedia para eu tirar o leash da pedra, mas eu não conseguia. Ele não podia fazer nada porque sabia que, se tocasse na minha mão, eu ia trazer ele junto. Foi um misto de desespero, força e medo que me fez levantar mais uma vez. Já estava espumando, branco, saindo sangue pelo nariz, todo cortado. O cara do jet ski falou: “Pela última vez, bota a mão no pé e solta a cordinha!”. A sorte foi que meu dedo pegou bem no lugar e o pé saiu. Não tem outra palavra para explicar o que senti quando fui resgatado: medo."
Depois de quatro anos de traumas, Neco Padaratz conseguiu encarar seu maior pesadelo e voltou a dropar uma onda nos corais de Teahupoo, no Taiti.
Confira abaixo o próprio Neco contando o episódio que quase encerrou a carreira de uma das maiores promessas da história do surfe brasileiro:
"Acordei pedindo a Deus para a minha bateria não ser a primeira, para que pudesse ter noção de como estava o mar. Era meu primeiro ano, não sabia ler a onda. Queria ter tido mais tempo para analisar o mar. Aí entrei na água, cumprimentei meus companheiros de bateria e peguei uma onda menor, e no fim não abriu tubo. Fui fazer uma manobra onde ninguém faz e, quando voltei, as quilhas estavam em cima da pedra. Lá o mar fica no mesmo nível da terra, e a onda quebra pra baixo, formando um buraco. Eu caí nesse buraco. Tomei a primeira onda, a segunda fez minhas pernas e o leash ficarem presos numa caverna. Quando veio a terceira onda, o nível da água subiu e tomei um caldo. Não me levantei, veio a quarta onda, veio a quinta. Mas meu pé trancado pela cordinha não me deixava subir de jeito nenhum. Um jet ski parou do meu lado, o cara pedia para eu tirar o leash da pedra, mas eu não conseguia. Ele não podia fazer nada porque sabia que, se tocasse na minha mão, eu ia trazer ele junto. Foi um misto de desespero, força e medo que me fez levantar mais uma vez. Já estava espumando, branco, saindo sangue pelo nariz, todo cortado. O cara do jet ski falou: “Pela última vez, bota a mão no pé e solta a cordinha!”. A sorte foi que meu dedo pegou bem no lugar e o pé saiu. Não tem outra palavra para explicar o que senti quando fui resgatado: medo."
sábado, 8 de maio de 2004
A equipe olímpica de judô está completa!
No Projeto Futuro do Ibirapuera, em São Paulo, Leandro Guilheiro venceu ontem Luís Camilo, o Chicão, no segundo confronto da seletiva na categoria leve (até 73 kg) e fechou o grupo que é, provavelmente, o melhor que o Brasil já levou à uma olimpíada.
O Brasil vai estar representado em todas as sete categorias do masculino, com Alexandre Lee (ligeiro), Henrique Guimarães (meio-leve), Leandro Guilheiro (leve), Flávio Canto (meio-médio), Carlos Honorato (médio), Mário Sabino (meio-pesado) e Daniel Hernandes (pesado).
Já no feminino, quatro atletas se classificaram. A ligeiro Daniela Polzin, a leve Danielle Zangrando, a meio-médio Vânia Ishii e a meio-pesado Edinanci Silva, sendo que a meio-leve Fabiane Hukuda espera decisão da Federação de Judô do Canadá, que não deve mandar sua atleta por não ter atigido o índice técnico exigido pela entidade. Caso se confirme a desistência da canadense, Fabiane será a quinta representante do Brasil.
Eu aposto em ao menos 3 medalhas, com Honorato, Flávio Canto e Edinanci, sendo que Henrique Guimarães e o moleque Leandro Guilheiro (campeão mudial junior, de apenas 20 anos) também prometem boas atuações... é esperar pra ver!!!
No Projeto Futuro do Ibirapuera, em São Paulo, Leandro Guilheiro venceu ontem Luís Camilo, o Chicão, no segundo confronto da seletiva na categoria leve (até 73 kg) e fechou o grupo que é, provavelmente, o melhor que o Brasil já levou à uma olimpíada.
O Brasil vai estar representado em todas as sete categorias do masculino, com Alexandre Lee (ligeiro), Henrique Guimarães (meio-leve), Leandro Guilheiro (leve), Flávio Canto (meio-médio), Carlos Honorato (médio), Mário Sabino (meio-pesado) e Daniel Hernandes (pesado).
Já no feminino, quatro atletas se classificaram. A ligeiro Daniela Polzin, a leve Danielle Zangrando, a meio-médio Vânia Ishii e a meio-pesado Edinanci Silva, sendo que a meio-leve Fabiane Hukuda espera decisão da Federação de Judô do Canadá, que não deve mandar sua atleta por não ter atigido o índice técnico exigido pela entidade. Caso se confirme a desistência da canadense, Fabiane será a quinta representante do Brasil.
Eu aposto em ao menos 3 medalhas, com Honorato, Flávio Canto e Edinanci, sendo que Henrique Guimarães e o moleque Leandro Guilheiro (campeão mudial junior, de apenas 20 anos) também prometem boas atuações... é esperar pra ver!!!
quinta-feira, 6 de maio de 2004
Japonês é japonês... o povo mais maneiro do universo!!!
Olha só o vídeo publicitário de convocação para recrutamento da Marinha japonesa.
Só faltou a porpurina, o banho de papel picado e elfos sem camisa pra fazer dele um vídeo promocional de um cruzeiro gay.
Olha só o vídeo publicitário de convocação para recrutamento da Marinha japonesa.
Só faltou a porpurina, o banho de papel picado e elfos sem camisa pra fazer dele um vídeo promocional de um cruzeiro gay.