quarta-feira, 20 de junho de 2001

Antes de falar sobre o que eu vou falar (profunda essa!!!), deixa eu explicar o contexto. Eu estudei em colégio Jesuíta e os padres Jesuítas incentivam muito o intercâmbio entre os alunos e ex-alunos de seus colégios no mundo todo. Na região sudeste são 7 colégios (1 no Rio, 2 em São Paulo, 1 em BH, 1 em Juiz de Fora, 1 em Santa Rita e 1 em Nova Friburgo). Enquanto você é aluno existem encontros regionais religiosos e esportivos, sendo que, depois de formado, os encontros se extendem a nacionais, latino-americanos e mundiais. É assim que eu conheço o Fernando e Alejandro, do México, Polo e Cristian, do Equador, etc e tal, mas vamos voltar aos encontros da época de colégio... Os encontros rolavam duas ou três vezes ao ano, sendo que o mais concorrido era na Semana Santa, em Itaicí. Por que era concorrido? Bem, tenta imaginar 300 adolescentes de ambos os sexos reunidos num castelo no interior de São Paulo, para muitos, longe dos pais pela primeira vez... Bem, acho que já deu prá imaginar, né... Mesmo com toda a marcação dos zagueiros Jesuítas, sempre dávamos um jeito de dar uns amassos entre uma reflexão e outra.

Agora, melhor dos que os encontros oficiais, eram os churrascos de "confraternização" (que rolavam sempre em feriadões) que organizávamos para reunir a galera... puts, aí era animal! Foram nesses encontros e churrascos que conheci aqueles que hoje são meus melhores amigos... amizades que já perduram por 6... 7 anos (o Rodrigo, o Paulo e o Magreb são alguns deles)... lá eu conheci minhas maiores paixões adolescentes... principalmente em BH. O que eu tinha de caso mal resolvido no colégio Loyola era uma enormidade...

Bem, desde então não deixei de ir em nenhum desses churrascos, que tem o diferencial de reunir a galera da antiga (como eu) e a galera mais nova, coisa que os encontros não fazem. No churrasco desse feriado que acabei de voltar, conheci uma molecada muito bacana... Malibu e Aline: bejão procês! Vai ver é por isso que eu ando meio saudosista... lembrando dos meus tempos de colégio, das minhas paixões adolescentes, dos meus porres homéricos, dessas viagens bacanas... eu não mudaria nada na minha vida. Sou grato aos Jesuítas, que se não me ensinaram a rezar (eles bem que tentaram), me proporcionaram os momentos mais felizes da minha juventude e me ensinaram a ver Deus de outra maneira: nos olhos e sorrisos das pessoas.

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